O Supremo Tribunal Federal determinou ontem a redistribuição do Habeas Corpus que devolveu, liminarmente, o cargo ao governador Wanderlei Barbosa.
A decisão liminar, concedida pelo ministro Nunes Marques havia sido confirmada pela Segunda Turma (12 de dezembro de 2025).
Significa que o mérito do HC deve ser relatado por outro ministro da Segunda Turma. O colegiado é composto por Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça.
A decisão do presidente do STF pode alterar a aceleração de Wanderlei Barbosa na campanha de Dorinha Seabra.
Nunes Marques (que concedeu a liminar) foi nomeado por Jair Bolsonaro (PL), com relações político-partidárias com o Republicanos.
Cujo partido (Republicanos) é presidido nacionalmente pelo próprio advogado de Wanderlei, o deputado federal paulista Marcos Pereira.
Se o HC for distribuído a um dos ministros legalistas da Segunda Turma, a situação poderá preocupar o governador que anda displicente na observação das vedações eleitorais em favor de sua candidata, Dorinha Seabra.
E que se note: o mesmo Nunes Marques hoje é presidente do Tribunal Superior Eleitoral e anda negligenciando o deepfake de Jair Bolsonaro na convenção do PL, de Flávio Bolsonaro.
É onde pode pousar os processos apontando eventuais crimes eleitorais de Wanderlei Barbosa na campanha eleitoral de Dorinha.
Ou seja: os demais integrantes da Segunda Turma do STF podem decidir fazer um contraponto com o HC.


