A gestão fiscal do governo necessita de medidas saneadoras capazes de dar a Wanderlei Barbosa condições de fechar sua administração com saldo positivo.
Importante para o Estado como para seu projeto político.
O Executivo precisa reverter o resultado primário negativo de 2025. Somado o RPPS, na ordem de R$ 152,6 milhões negativos.
Depois de ter fechado 2024 com um resultado primário (com RPPS) de R$ 112,2 milhões positivos.
Resultado primário é a diferença entre receitas e despesas, excluindo-se juros e amortização da dívida.
O RPPS não é um acaso. De 2024 a 2025, enquanto a a despesa com benefícios do Igeprev cresceu 10,11%, as receitas minguaram 1,4% negativos.
As contribuições caíram de R$ 1,234 bilhões (24) para R$ 1,216 bilhões (25). E os benefícios, subiram de R$ 1,275 bilhões para R$ 1,404 bilhões.
Mesmo com os aportes de R$ 367,5 milhões (24) e R$ 238,4 milhões (25) feitos pelo governo no RPPS.
Administração que bancou em 2024 o equivalente a R$ 801 milhões de contribuições patronais e outros R$ 753 milhões no ano passado.
Isto com resultado primário negativo. Não é uma boa inclinação para o Governador e seu projeto político futuro.
A população não liga muito para esse negócio de gestão fiscal. Mas quando falta esparadrapo nos hospitais.
E o quadro, não modificado, pode levar à falta dele.


