Quarta-feira, 25 de Fev de 2026

Executivo tem se ocupado em anunciar novos investimentos no Estado. É uma boa notícia para a população. Mas resultado primário negativo de 2025 deveria acender a luz amarela também para o esparadrapo que pode faltar

25/02/2026 82 visualizações

A gestão fiscal do governo necessita de medidas saneadoras capazes de dar a Wanderlei Barbosa condições de fechar sua administração com saldo positivo.

Importante para o Estado como para seu projeto político.

O Executivo precisa reverter o resultado primário negativo de 2025. Somado o RPPS, na ordem de R$ 152,6 milhões negativos.

Depois de ter fechado 2024 com um resultado primário (com RPPS) de R$ 112,2 milhões positivos.

Resultado primário é a diferença entre receitas e despesas, excluindo-se juros e amortização da dívida.

O RPPS não é um acaso. De 2024 a 2025, enquanto a a despesa com benefícios do Igeprev cresceu 10,11%, as receitas minguaram 1,4% negativos.

As contribuições caíram de R$ 1,234 bilhões (24) para R$ 1,216 bilhões (25). E os benefícios, subiram de R$ 1,275 bilhões para R$ 1,404 bilhões.

Mesmo com os aportes de R$ 367,5 milhões (24) e R$ 238,4 milhões (25) feitos pelo governo no RPPS.

Administração que bancou em 2024 o equivalente a R$ 801 milhões de contribuições patronais e outros R$ 753 milhões no ano passado.   

Isto com resultado primário negativo.  Não é uma boa inclinação para o Governador e seu projeto político futuro.

A população não liga muito para esse negócio de gestão fiscal. Mas quando falta esparadrapo nos hospitais.

E o quadro, não modificado, pode levar à falta dele.           

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