Enquanto o Tocantins registra um crescimento de 70% dos números de casos de Covid-19 em uma semana (já são 58 contra 34 do último domingo), o governo foi literalmente excluído da relação de 19 Estados que receberam neste final de semana R$ 255 milhões para custear a habilitação de 1.740 leitos de UTI para o combate ao vírus.
O Estado amarga 3,6 casos/100 mil habitantes. Os números da Secretaria da Saúde indicam sub-notificação. De domingo passado até ontem, 25 de abril, o Laboratório Central realizou 203 testes. No período foram confirmados no Estado mais 24 casos. De outro modo: um caso confirmado a cada oito exames nesta semana.
A estatística indica que 11,8% da população estaria, por projeção aritmética, contaminada. Um exército de 18.549 contaminados (numa população de 1,572 milhão de habitantes) e não os oficiais 58 casos registrados pela Secretaria de Saúde.
A inclinação do número de casos sugere que são registrados à medida que os testes são aplicados. O MS já mandou para o Estado 16.620 testes rápidos, número que aproxima-se dos 18 mil casos estimados pela proporção testes/confirmados. E no Lacen eles ocorrem à média diária de 30 testes. Pela conta, a prevalecer a inércia, fará todos estes testes em cerca de dois anos.
E, exceção ao governo e prefeituras, não se vê parlamentares se mobilizando no Congresso ou junto ao governo federal por recursos e insumos. E nos próximos dias a situação pode pior em função do pico do vírus e do impulso da liberação do comércio e retorno de servidores à jornada de oito horas.
No Estado (conforme o Ministério da Saúde/dados atualizados na última sexta) registrava-se no sistema único de saúde (SUS) apenas 73 UTIs. Outras 52 estavam fora do SUS.
No HGP (conforme a Secretaria da Saúde na semana passada) existiriam apenas 16 UTIs. Em Palmas já foram registrados 31 casos. Um avanço de 30% em oito dias.


