Terça-feira, 12 de Mai de 2026

Eduardo investiu mais na cidade, em termos relativos, do que Wanderlei no Estado, apesar do governo ter realizado mais receitas correntes. Nas redes, entretanto, oposição impulsiona falta de obras registradas no RREO

12/05/2026 78 visualizações

O prefeito Eduardo Siqueira (Podemos) tem enfrentado uma carga crítica de intensidade e frequência que contrariam os números da administração. Deduzo ser muito pela medida das redes sociais que valorizam mais a possibilidade do mal que a imagem do bem.

Mesmo antes do blog (no Jornal do Tocantins onde fui editor executivo, editorialista e colunista político por mais de uma década), nunca tive uma relação amistosa com o siqueirismo.

É extensa a lista de divergências sobre projetos siqueiristas (o arquivo do JTo e do Blog estão aí).

Não só políticos, mas administrativos. Embates que não tiveram consequências maiores porque apontava a obra e não a criatura. Estou no mesmo lugar. Siqueira disso entendia.

Além do mais, eu não era empregado do governo. Coordenava a redação do maior jornal privado do Estado (do maior grupo de comunicação do Centro-Oeste) e era servidor concursado da Caixa (chefe da assessoria de comunicação da Caixa Goiás/Tocantins) do concurso de 80. Antes do Estado.

O problema, agora, é outro: não se pode apontar acertos dos siqueiristas como lá não se aceitava indicar seus equívocos. Se não deitar a lenha, está comprado.

Pois bem! O questionamento circunstancial a Eduardo (filho e um dos maiores influenciadores nos governos de Siqueira) – na forma e intensidade em que atualmente se dão – parecem inverter o processo: condenar Eduardo antes que MPE, TCE e TJ o denunciem. E que não fizeram com Siqueira. Agora o fazem contra o filho após sua morte. Seria falsidade lá ou aqui?

É uma variação política em ano eleitoral. Não há algo semelhante contra o Governo estadual que enfrenta problemas maiores.

Problemas admnistrativos são naturais em qualquer administração. Caso contrário, não seria preciso de um administrador.

Eduardo parece enfrentar um terceiro turno de uma eleição que derrotou seus adversários praticamente sozinho. Sem recursos e tempo de tv.

Mas agora tem maioria na Câmara. Processo legislativo perfeito. Executivo encaminha, Legislativo aprecia. E  pronto. Se houver inconstitucionalidade, aciona-se o Judiciário.

Do ponto de vista administrativo, uma comparação do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (publicados no DO) do governo e da prefeitura, a situação imporia mudança de leitura.

Eduardo aplicou em obras na cidade no 1º bimestre de 2026 (relatório publicado em abril/26) 11,9% do previsto para o ano. O governo só 7,1%. Apesar de Eduardo ter menos receitas correntes: 16,2% do projetado para o ano, contra 17,6% do Palácio.

O governo teve também mais transferências: 19,1% do previsto, a prefeitura apenas 17,5%. Na arrecadação de impostos, a situação é pior: a prefeitura arrecadou 16,8% do previsto, o governo apenas 7,1%.

A prefeitura executou, sim, no período, mais despesas correntes do que o governo: 21,2% contra 18,4% do projetado do governo. E comprometeu mais com salários: 17,1% do programado para o ano, contra apenas 15,9% do Executivo estadual.Mas teve mais receitas correntes e mais impostos.

Tanto governo e prefeitura tem até o próximo dia 30 de maio para publicar o Relatório de Gestão Fiscal do 1º quadrimestre.

Mas está claro o desempenho de ambos. Os vereadores deveriam unir-se para cobrar do governo o Hospital Municipal da cidade.

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