O vice-governador Laurez Moreira mudou a agência de publicidade mas os problemas de avaliação da campanha persistem.
O aliados do candidato do PSD demonstram não estar sendo orientados adequadamente nesse momento da campanha.
É eloquente a tática de enfrentamento da especulada sangria da candidatura (pós-sincericídio de Hallun).
O grupo de Laurez combate o humor das redes afirmando o contrário: Laurez não irá desistir.
Ora, quando se opõe a disseminada possibilidade de desistência com uma afirmação simplória contrária de não desistência, se está, na verdade, certificando a possibilidade da...desistência.
Ela, pelas premissas, existiria (e existe) no conjunto de possibilidades. Mas Laurez não levaria adiante tal escolha. Escolhas são circunstanciais.
E são certificadas pelas possibilidades. Sem elas, não haveria as escolhas.
De outro modo: negar simplesmente que vá desistir é aceitar e dar valor de face que há também a possibilidade da afirmação contrária: a desistência.
Seria mais producente ao marketing de Laurez, por exemplo, apontar a afirmação da possibilidade de desistência para estratégia adversária movida justamente pela condição afirmativa de sua campanha e candidatura.
E apontar logo a chapa proporcional, objeto do espalha. De lá (sincericídio) até hoje já se passaram duas semanas no calendário eleitoral.
Um “espalha” destes, não se apaga sem análises de texto e contexto. E discurso pensado único.
Ademais, seria improducente tanto a Laurez quanto a Vicente Jr (outro candidato da oposição) unirem-se no 1º turno. Não evitariam o segundo.
E não demarcariam seu território do primeiro para o segundo. Deixando oportunidade de beliscar mais apoio e votos da adversária, angariando-os para o segundo turno.
A entregar uma situação favorável a Dorinha Seabra que ambos estão a combater no primeiro.


