O Estado deve receber nesta segunda a soma de R$ 359 milhões da 1ª parcela do Fundo de Participação dos Estados de maio.
Apesar de ser valor superior aos R$ 335 milhões da 1ª parcela de maio/2025, no total (janeiro a maio) a conta mostra um crescimento negativo de 1,66%.
Os 14 repasses de FPE este ano somaram R$ 2,419 bilhões contra R$ 2,511 bilhões de mesmo período do ano passado.
O governo tem pela frente o pagamento dos servidores de maio reajustado. A despesa bruta de salários foi de R$ 1,08 bilhões em abril. Destes, R$ 919 milhões do Executivo.
A data-base de 3,90% vai impactar, assim, em R$ 40 milhões a mais mensais na folha de todos os poderes. Isto porque eles acompanharam o índice do Executivo.
O equivalente a meio bilhão de reais ao ano de acréscimo na folha somado o 13º salário.
Mas tem as progressões e promoções que são implementadas também este mês. E as indenizações e gratificações aprovadas (e as discutidas).
A arrecadação patina e o FPE, como é dedutível, está em queda. E as despesas em alta.
No Relatório Resumido de Execução Orçamentário do 1º bimestre/2026 (publicado em 6 de abril de 2026) a Secretaria do Tesouro Nacional registra que o Estado aumentou as despesas no 1º bimestre em 14% contra um crescimento das receitas de apenas 4%.
A inflação nos últimos doze meses (IBGE) é de 4,37%. Acrescente-se a isto o relatório da STN que demonstra o Estado tem 52% de suas receitas oriundas da União (transferências em que o FPE é a maior) e apenas 48% de receitas próprias.
Invertendo o sinal e grau de dependência de receitas que estão fora do seu alcance. As despesas, sim. Daí o corre-corre da Fazenda para fabricar dinheiro.
Não só para antecipar salários, mas pagar as demais despesas.


