Segunda-feira, 18 de Mai de 2026

Dorinha inclui na sua agenda de campanha projeto que prevê doação ao Executivo estadual de todos os imóveis da União no Estado!! Cerca de 68% da área!!! Anúncio de uma inoportunidade incalculável sendo Dorinha quem é!!

18/05/2026 54 visualizações

A senadora Dorinha Seabra (UB) - pré-candidata ao governo - tem serviço prestado. Especialmente na área da educação.

No Estado tivemos secretários de Educação com projetos mais avançados como Rui Rodrigues que não fez do ensino uma escada.

O professor me dizia,  numa dessas entrevistas ou conversas que tínhamos na década de 90, que a Educação era um sacerdócio.

Era literalmente um padre, de ofício, alma e missão naquilo que tinha como projeto público.

Foi Secretário de Educação de Goiás na década de 60 e do Tocantins no governo Avelino, início dos anos 90. Educou na Africa e na Europa, como nos sertões nortenses.

Morreu pobre, sem mandato mas com uma história irrepreensível de luta pelo conhecimento e justiça.

Dizia que o que salva não é o mercado, mas a educação. Um filósofo cosmopolita.

Diferente de Dorinha que é, indiscutivelmente, uma técnica competente. Mas quando adentra outros ambientes, sua retórica desliza. E auxiliada por marqueteiros de fora, pior ainda.

Veja-se a tentativa de humanizá-la nas redes, mostrando uma outra Dorinha desconhecida, que lambuza as mãos de chambari.

São ações inofensivas. Mas não é o caso do Projeto de Lei 1.199/23 que ela relata no Senado. De autoria do senador Eduardo Gomes (PL).

Uma iniciativa parlamentar legítima e que pode ter até defesa técnica, mas políticamente sujeita a embaralhos políticos. Ainda mais sendo Dorinha quem  é com suas relações e conexões.

Dorinha tem discursado nos municípios nos últimos dias sobre a importância do PL. Na semana passada, voltou ao assunto. No governo, claro,  numa eventual eleição, não dependerá dela pedalar o projeto.

Ele, o projeto de lei que relata, obriga o governo federal a transferir ao governo do Tocantins todas as terras da União no Estado: o equivalente a 68% do território tocantinense.

De pronto, seria necessário adotar que um PL entregando terras da União ao governo do Tocantins, seria algo imponderável.

E defendido por uma senadora pré-candidata ao governo cujo marido é proprietário de empreendimento do ramo imobiliário, não seria a hora mais oportuna para sua defesa como projeto de governo.

Senadores e deputados dos demais Estados obviamente emendariam um projeto destes para beneficiar os seus

No Tocantins, seria uma farra para agentes imobiliários (e a Companhia Imobiliária de Participações, Investimentos e Parcerias).

O projeto sinaliza retirar da devassa, os imóveis com titulação. Luzimangues (boom imobiliário) e Palmas, obviamente, não necessitariam do PL.

Ambas estão incluídas na ação discriminatória, sem a necessidade de um PL para tranquilizar políticos que dominam os loteamentos.

Abriria, sim, facilidades para novas indenizações. E reivindicações. E aí seria o maior empresário sobre o miserável do morador que está ali há anos. Muito antes de Palmas e  até do lago.

A questão jurídica da discriminatória, como se sabe, já foi exaurida. Faltam indenizações. Mas há títulos sobre títulos.

Especialmente no distrito que foi tomado por grandes empreendimentos imobiliários. Misturando áreas do Santa Luzia com os de Mangues e Canela.

Tudo  na faixa dos 100km à esquerda e à direita da BR-153. E que o projeto  não delimita.

O PL está parado no Senado. Mas Dorinha, que é a relatora, o trata como projeto de governo

Do seu governo.

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