O Brasil decide amanhã o presidente do país para os próximos quatro anos. O eleitor escolhe no voto. Se a opção não atender as expectativas, pode mudar daqui a quatro anos.
Militantes de ambos os lados exercem a permissão que lhes concede o estado democrático e de direito. E, também, se igualam, regra geral, no desconhecimento do que seja direita e esquerda.
Lula, em que as bolsas de valores tiveram alta de 69,96% contra 24,86% no governo Bolsonaro, é dado como de esquerda.
Um esquerdista (comunista para os bolsonaristas) defensor do capitalismo e do livre mercado.
Flávio Bolsonaro, herdeiro de Jair que proporcionou dividendos ao mercado de 51,51%, seria o candidato do mercado.
Embora em Lula, os mesmos dividendos tenham registrado índices (retorno) de 82,78% à direitona da Faria Lima. Um capitalismo estatal.
E que contrariam flagrantemente o discurso bolsonarista.
Lula não apresenta nada de novo. É fato. Mas se agarra em princípio fundamental: soberania. Não se pode entregar o país aos EUA ou a qualquer outra nação.
Um intervencionismo publicamente defendido por Flávio e com resultados práticos: a taxação, o financiamento de grupos de direita no país e neste sábado já se noticia que os EUA podem não reconhecer o resultado da eleição no país se Flávio não for o vencedor.
Flávio segura-se em falácias e dissimulações. Poderia contrapor-se a Lula com projetos e propostas, mas não o fez. e nem o fará.
Afinal não há sustentação no discurso de que o governo Lula é pior do que o de Jair Bolsonaro e que os brasileiros precisariam trazê-lo de volta.
Dados do IBGE demonstram de forma inequívoca a diferença. Senão vejamos:
Taxa de desemprego no governo Lula (1º trimestre/2026) é de 5,8% (Bolsonaro, mesmo período de 2022:10,5%), inflação oficial Lula (abril) 4,18% (Bolsonaro, 12,13%), rendimento médio mensal Lula (abril) R$ 3.270,00 (Bolsonaro,R$ 2.569,00), crescimento PIB Lula (2,9%) – Bolsonaro, 1,7%, salário mínimo Lula (R$ 1.518,00), Bolsonaro (R$ 1.212,00).
Tem mais: os alimentos nos primeiros três anos e oito meses de Lula subiram de preços no índice de 15,9% contra elevação de 44,2% no mesmo período de governo de Bolsonaro.
Não é necessário sequer citar os mais de 700 mil mortos da Covid.
Mas a democracia, da qual Flávio é refratário, permite, inclusive aos bolsonaristas, defender o projeto que melhor lhes convem ao país.
Os desempenhos e inclinações de um e de outro tornam a escolha mais fácil no território da lógica e racionalidade.


