Análise de pesquisa de intenção de votos não é coisa de eleitor. E tampouco de amadores ou leigos. Suas consequências, porém, são objetivadas.
A Paraná Pesquisas/Fieto (divulgada hoje) mostra, na Estimulada, Dorinha Seabra com 42,3% contra 35,9% de Vicentinho. Uma diferença de 6,4 pontos percentuais.
Na Espontânea (quando não se mostra os nomes) Dorinha teria 31,7% e Vicentinho 26,9%. Ou: 4,2 pontos percentuais a menos.
Só que nesta espontânea, o índice de 36% não sabe ainda em quem vai votar, vai anular ou votará em branco.
Como em tese o voto espontâneo seria mais convicto do que o estimulado, ter-se-ia aí 36% de eleitores que ainda não teriam voto definido.
Uma equação estatística carente de explicações a dois dias das eleições.
Eles devem tê-las. Na última Paraná (16 de setembro), Dorinha tinha 40,6% e Vicentinho 34,1%. Uma diferença de 6,5 percentuais contra os 6,4 pontos de hoje.
Na espontânea, Dorinha tinha 25,3% e Vicentinho 21,1%. Ou, os mesmos 4,2 pontos percentuais de diferença da Paraná desta sexta.
Entre perdas e ganhos, Vicentinho teria avançado mais que Dorinha apesar da máquina do governo com uso intensificado pelo apoio de Wanderlei, mais tempo de propaganda e fundo eleitoral.
Lá, os indecisos na espontânea alcançavam 48,2%.
Malabarismo estatístico puro.


