Quarta-feira, 25 de Fev de 2026

Declarações ressentidas de Amélio Cayres sobre Dorinha Seabra são sintomas e não causa da fragmentação política do grupo palaciano provocada pela estratégia de Wanderlei na indefinição de aliança. Se vai dar certo, não se sabe

25/02/2026 197 visualizações

O ambiente no grupo palaciano não é propício a uma composição sem restos a pagar, como sugere a foto de segunda-feira no Palácio do governo.

Ruim para o grupo político, pior para o contribuinte.

E, convenhamos, parte dessa dívida deve ser debitada na conta da estratégia do governador que deveria exercer o papel de pêndulo.

Só que Wanderlei tem oscilado sem observar atentamente as condições de tração e gravidade.

Nem as próprias oscilações que explicita e que ao invés de empuxo, leva arrasto ao grupo.

É o bônus da liberdade democrática e da aprovação popular. Mas o acompanha, como força contrária, o ônus político das decisões.

O resultado é a desorganização e insegurança geral quando se deveria estar organizando nominatas.

Há lideranças perdendo colégios eleitorais numa disputa tão kamicase quanto parasitária.

As declarações públicas ressentidas atribuídas a Amélio Cayres (presidente do Legislativo) na segunda sobre Dorinha Seabra (UB) são apenas sintomas.

A causa não residiria em Dorinha, Eduardo Gomes, Carlos Gaguim ou no próprio Amélio que até aqui tem exercido suas funções de postulantes. Cada um a seu modo. 

Mas na indefinição colocada (voluntária ou involuntariamente) por Wanderlei se irão formar, as duas correntes, um grupo político homogêneo ou disputariam, antes de superadas as urnas, o protagonismo a partir de 2027.

E que, como é óbvio, será daquele eleito pelas urnas. Do contrário, será contrariar a vontade popular na representação.

O antagonismo exposto entre Amélio Cayres (Republicanos) a Dorinha Seabra (UB), assim, desmorona, certo modo, a engenharia política pacificadora que é feita pelo senador Eduardo Gomes (PL).

Amelio era, até o afastamento do governador, o candidato do Palácio ao governo.

Não haveria, portanto, homogeneidade ainda que a heterogenia fosse prejudicial ao grupo nas atuais circunstâncias.

Amélio não se opôs apenas ao modo político da Senadora ou a seu projeto partidário para o Estado. Mas a questões e convicções pessoais que são de mais difícil superação.

Foram declarações concedidas após reunião com Prefeitos no Palácio e um final de semana visitando cidades com o governador.

Não só no horizonte, mas no azimute, deve conduzir a agenda política de hoje, tudo indica confrontados os fatores da equação,  o projeto político de Wanderlei Barbosa fora do cargo e Amélio sem mandato.

A questão é que as consequências não vem antes. Especialmente numa disputa em que o governo não é apenas uma solução, mas pode ser parte do problema.

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