Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Declaração de Vicentinho Jr. ao T1 Notícia é mais do que exercício de semântica. Aponta a disposição de Dorinha Seabra de liderar a sucessão com Palácio de coadjuvante

04/04/2025 942 visualizações

A declaração do deputado Vicentinho Junior (PP) ao blog da jornalista Roberta Tum de que qualquer grupo que for disputar o governo terá que conversar com a federação UB/PP é, aparentemente, puro exercício de lógica aritmética e eleitoral.

Afinal, um grupo com 62 prefeitos (UB/PP/Podemos) representaria, no mínimo, 40% dos eleitores (e 44% dos municípios) do Estado, tomando apenas os quatro maiores colégios eleitorais: Palmas/Araguaína/Gurupi e Porto Nacional. Somando os demais, um pêndulo não irrelevante.

Do ponto de vista político, entretanto, o “terá que conversar” inverte a ordem e sugere querer o grupo de Dorinha Seabra comandar a sucessão na base governista que, oficialmente, ainda integra.E não o contrário.

De outro modo, Wanderlei teria que buscar Dorinha (a pré-candidata declarada ao governo) para negociar, deduz-se, outras posições na majoritária do grupo que tem o próprio Vicentinho Jr como pré-candidato ao Senado. 

O Palácio abriria mão, necessariamente para algum acordo, desta forma, de duas vagas ao grupo, para ter um senador e um vice, as duas outras vagas remanescentes. Como uma delas será provavelmente de Eduardo Gomes ou Wanderlei...

Como aparenta ser um acordo em que um entra com o pé o outro com outra coisa, não haveria como uma nova aliança entre Dorinha e Wanderlei em 2026.

No popular, Dorinha é hoje uma candidata ao governo em busca de um Senador. Tal nas eleições de 2022, quando o candidato ao Governo, Wanderlei, saiu em busca de um senador para a vaga de Kátia Abreu. Ou seja, só inverteram as posições.

Não há ganha-ganha a nenhum dos lados.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano