Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Com empréstimo da Caixa e BB, Palácio pode fazer em obras no ano eleitoral, em valores equivalentes ao investimento total de 2017 e 2018 somados. E ainda tem os recursos da arrecadação

luizarmandocosta 30/10/2019 767 visualizações

O governo anunciou para sexta da próxima semana (8) a assinatura dos dois contratos com a Caixa. Um de R$ 453 milhões para obras diversas e outro de R$ 130 milhões para a ponte de Porto Nacional. Remanesce um terceiro, de R$ 146 milhões, com o Banco do Brasil. Os três financiamentos elevarão a dívida em R$ 759 milhões parcelados em dez anos.

O governo luta para sair das cordas. Desvencilhou-se das amarras do enquadramento e parece ter despesas e receitas sob controle. Essa camisa de força o impede de investir e gerar empregos privados. Como sucede nos demais Estados, a saída são os financiamentos.

Só estes dois empréstimos que irá contratar na próxima semana (R$ 583 milhões) significam recursos para investimentos equivalentes a quase o dobro do valor investido em 2018 (R$ 276 milhões pagos). Ou uma vez e meia os R$ 429 milhões investidos em 2017 e mais que os R$ 557 milhões investidos em 2016.

Adicionando os R$ 583 milhões aos R$ 193 milhões investidos de janeiro a agosto de 2019 (balanço do segundo quadrimestre/2019) e os R$ 146 milhões a contratar com o BB, serão R$ 952 milhões de investimentos aprovados este ano. Mais que os valores somados de 2017 e 2018 juntos.

Dinheiro direto na veia dos municípios, mas sob controle do Palácio Araguaia que fará as licitações e assinará convênios com os prefeitos. O grupo de Mauro Carlesse pode passar o rodo nos colégios eleitorais do Estado nas eleições de 2020, prévias de 2022 quando o Governador pode eleger seu sucessor e  disputar a única vaga do Senado a ficar disponível.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano