Sábado, 24 de Out de 2026

Campanha tem início com vantagem indiscutível de Wanderlei, o candidato que erra menos, não complica no governo e se beneficia do racha da oposição. Mas pode não conter 2º turno!

16/08/2022 2179 visualizações

 A campanha eleitoral dita oficial tem início nesta terça. Na prática, os candidatos estão pedindo votos há mais de três meses, beneficiados, certo modo, pelas possibilidades da legislação eleitoral criada para operar justamente o contrário.

O uso dos meios indistintamente impossibilitou a oposição a fazer carga sobre os deslocamentos do governador pelo Estado, com recursos públicos, à guisa de expediente administrativo.

O resultado é que Wanderlei Barbosa (um deputado considerado até então paroquial mas com cheiro de povo) não aparecer como maior  intenção em votos em pesquisas  de institutos neutros e sérios seria estarmos diante do imponderável. A penetração da figura de Wanderlei no funcionalismo e no povão se dá a olhos vistos.

Não bastassem as incursões no interiorzão do Estado, a administração (excetuados equívocos pontuais) tem observado desempenho satisfatório, arrecadação em alta (apesar da redução do ICMS), transferências federais crescendo e gastos menores que as receitas.

Na campanha propriamente dita é também o que erra menos. Os desgastes com a senadora Kátia Abreu e a deputada Dorinha Seabra (pelo Senado) se apresentam fichinha considerado o estrago que o senador Irajá Abreu fez na campanha da própria mãe, Carlos Amastha, Ronaldo Dimas e Osires Damaso.

Kátia parece reerguer-se. O prazo é pouco, tem um marketing inteligente e ela própria é um trator. Isto pode superar e engolir a apatia da campanha de Dorinha que enfrentou problemas com marqueteiros.

Daqueles que pegam campanhas em vários Estados e despacham para a Capital estagiários que não sabem distinguir se estao "em Tocantins" ou "no Tocantins". Se o candidato é "do Tocantins" ou "de Tocantins".  Distorções que se repetem ano a ano reveladoras do compromisso que tem com as promessas à populaçao do Estado do Tocantins

Dorinha levaria a Wanderlei o mesmo que Ronaldo Dimas impõe à sua própria campanha: falta de sal, apesar do tempero de Eduardo Gomes que se mostra comedido. Não se distingue em ambos (Dimas e Dorinha) se são agridoce, doce ou amargo.

A vantagem  para Dorinha  é que o Governador, além do cargo, é ativo e não leva um ar professoral superior à campanha, descompensando o arzão de sala de aula e de bedel das promessas eleitorais. E não se saberia até que ponto Dimas aceitaria o rasgado de Eduardo Gomes que, em absoluto passaria despercebido em lugar algum, com ou sem chapéu.

De forma que essa corrente ideológica aí (com impressionante vantagem de Wanderlei) se dividiu por vaidades e pode levar Wanderlei a um segundo turno com o candidato petista Paulo Mourão que tem os votos dos lulistas contra os bolsonaristas.

E que, até aqui, permanecem coesos e a cada dia mais substanciosos na medida em que crescem as intenções de votos do ex-presidente.

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