Sábado, 24 de Out de 2026

Campanha ainda nem começou e xiitas do PT fazem emergir o lado burro do Imponderável de Almeida que o levou a derrotas em todas as eleições no Estado. Sectarismo que reduz chances de Mourão

05/08/2022 2203 visualizações

Nelson Rodrigues, dentre outras tiradas espetaculares, cunhou o Imponderável de Almeida e que termina sendo responsável pelo afastamento daqueles que não são petistas ainda que defendessem a mesma causa. 

Em meio às tratativas públicas ontem para formação de um arco de alianças (expediente utilizado por Lula pois só um asno repeliria aliados buscando eleger-se num país plural) setores da militância objetavam com repulsa acordo com Kátia Abreu e Irajá Abreu na convenção de ontem na ATM. Conversei com aguns até amigos de longa data que estavam desaparecidos e agora retornam com a ascensão de Paulo (para degosto da executiva regioal) e Lula.

Tinham ontem contra Kátia objeções mais que políticas, preconceituosas e até ingratas já que a parlamentar foi a única no Estado a posicionar-se contra o impeachment da petista Dilma Roussef.

Sequer tinham conhecimento que o primeiro suplente de senador de Kati,a o ex-presidente regional do PT Donizetti Nogueira,  estaria  propensoo a aceitar entregar a vaga ao segundo suplente, Bispo Guaracy, cumprindo o acordo com a parlamentar,  num eventual afastamento da titular.  

Uma estratégia que pode dividir os votos evangélicos (aumentando para o PT) com Lula, mas também servir-se a uma possível tática de aumentar o número de candidatos ao Senado, beneficiando, a divisão, a senadora Kátia Abreu. Mais ainda assim favoravel ao PT.

Uma argumentação com estas possibilidades entretanto não passa na cabeça dos xiitas. Nem que o armistício de Irajá Abreu pudesse representar cortina de fumaça, espalhamento de cartas em favor da mãe.

Ou que a mãe pudesse levar mais tempo de tv e dinheiro de campanha ao candidato petista, Paulo Mourão, que tudo de que  mais não precisaria agora é de militância xiita expulsando potenciais aliados. Até porque Kátia não é candidata ao governo

De outro modo, os inteligentes usando a  mente atabalhoada dos xiitas que estão mais interessados, tudo indica, no comando do poder (que é do público) para exercê-lo da pior forma possível: xiita. Alguém aí já se esqueceu como era o governo do PT, do ponto de vista político,  nas duas administrações de Lula!!! Era o tal centralismo democrático que os xiitas por aqui leram como uma ditadura mas democrática, entenderam?? E que só não foi adiante pelo próprio Lula que é mais inteligente e pragmático.

Daí o PT no Tocantins historicamente eleger para presidentes os candidatos petistas e deixar longe do banco os candidatos do PT a governador, Senado, Câmara ou Assembléia. Algo que a militância  prefere, pelo visto, conservar. Seguindo sua lógica particular que la atras já  aplicava em ´Kátia quando ela defendia o PT. Pelo contrário: plantavam cruzes de madeira na Avenida JK simbolizando a Senadora cujo primeiro suplente era justamente Donizetti Nogueira e na Câmara, o suplente de deputado federal Freitas do PT havia tomado posse justamente a partir  de acordo da direção regional petista com Kátia e Irajá

Como o asno de Buridan, a militância tem o argumento de que Kátia defender Dilma foi uma decisão afetiva de amizade o que, por lógica, leva a pelo  menos duas conclusões que os primatas tem dificuldade para  entender na sua lógica xiita.

1)Kátia ficou, sim, amiga de Dilma. Mas quando defendia o cargo da presidente, botava a cara no Congresso peitando 30% do PIB nacional (o agronegócio) e os banqueiros da avenida Paulista (ativos de R$ 7 trilhões, ou seja maior que o PIB nacional) era o governo do PT contra MDB, PSDB e centrão que estava a fazer defesa.

2) Se Dilma como presidente e eleita pela militância (e maioria dos brasileiros) não representava o PT mesmo sendo uma das históricas do partido (e que pegou em armas contra a ditadura), a militância petista estaria, assim, mais próxima é dos radicais do PSOL, num país, como disse, de ideologia plural, portanto, democrática.

Já percebido por Lula e que a maioria xiita idolatra esquecendo ou desconhecendo que Lula não queria criar partido nenhum lá no ABC. E sim aumentar os salários dos operários. Como escreveu o jornalista José Nêumani Pinto (em seu livro O que sei de Lula) que acompanhou o presidente desde 1.975. Lula avançou politicamente, os xiitas nunca.

Termino este artigo com um comentário de um artista tocantinense ontem ao blog. No governo do PT, estando em Brasília, buscou o conterrâneo do mesmo partido, Pedro Tierra (Hamilton Pereira que esteve ontem na convenção do PT), um dos formuladores políticos não só do PT mas da politica cultura do governo do PT.

Mesmo sabendo quem ele era e sua origem e militância, Pedro Tierra não o teria recebido depois de horas de espera. Já depois de Dilma impinchada, Tierra o teria cumprimentado nas ruas como velhos amigos e conterrâneos portuenses, “guerreiros” de uma mesma epopeia.

É,  na pratica, a praxis da direção regional petista: Paulo Mourão (a melhor chance que já teve mais  próximo PT de governar o Estado), com o apoio publico declarado de Lula e a direção nadional, consequentemente, não seria o melhor candidato do PT dos xiitas. Mas ainda assim o apoiariam. Com as ressavas reacionárias e sectarias de sempre. Ou seja,, Paulo Mourão que já é filiado ao PT por 20 anos, não haveria ainda sido batizado pelos petistas xiitas do Estado.

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