A ação de busca e apreensão nesta quinta no gabinete de três deputados estaduais desmonta a operação do governo pelas mãos do vice, Wanderlei Barbosa, para eleger Toinho Andrade presidente do Legislativo estadual. O parlamentar pode ter sua defesa e deverá, do ponto de vista judicial, apesentá-la mas deixou de deter condições políticas para comandar um poder de Estado.
Só mesmo muita imoralidade e falta de respeito completo com a população e as instituições do Estado para o governo mandar e os deputados votarem para comandar o Legislativo estadual um parlamentar que enfrenta tais circunstâncias impulsionados por decisão judicial. Ação judicial deflagrada a menos de 24 horas das eleições.
A medida atingiu, também, um dos articuladores da chapa, o deputo Amélio Cayres, também paciente de mandado judicial por acusação de contratar funcionários fantasmas. Daí para a polícia concluir pelo rachadinho recorrente e usual é só um passo.
Se os deputados já se dividiam (haviam vozes contrárias) entre acatar a direção do Palácio a votar em Toinho (como se apura nos bastidores de reuniões nas últimas 48 horas), entregando o Legislativo ao Executivo, a situação de controle do governo pode ter sido modificada.
Mauro Carlesse pode ser levado a aceitar a reeleição de Luana Ribeiro que assumiu o risco de ser acusada de improbidade ao procrastinar a votação do orçamento no ano passado para possibilitar ao governo Mauro Carlesse condições de enquadramento na LRF.


