O governo publicou no Diário Oficial de ontem a noite o balanço do primeiro semestre de 2019. No prazo. Os números diferem daqueles publicados diariamente no Portal das Transparências. Deve ter suas explicações.
No balanço, uma constatação positiva: o governo teria reduzido dois pontos percentuais na relação Despesas de Pessoal x Receita Corrente Líquidas. Cotejando os gastos brutos de despesas com pessoal (somando os do primeiro semestre/2019 e o segundo semestre/2018), tem-se um gasto bruto de R$ 5,505 bilhões.
Retirando os penduricalhos permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, ter-se-ia uma despesa líquida próxima de R$ 3,963 bilhões. Isto significaria o equivalente a 53,7% da Receita Corrente Líquida apurada no período (12 meses) de R$ 7, 367 bilhões.
O governo fechou o primeiro quadrimestre consumindo 55,35% das receitas correntes líquidas com salários de servidores, quando o máximo é 49%. A redução se explica, em parte, pelo aumento da receita corrente líquida (que passou de R$ 6.758.690.679,51/abril para R$ 7.367.110.392,74/junho) já que, numericamente, o gasto com salários saltou de R$ 3,738 bilhão (abril) para R$ 3,963 bilhão (junho). Um incremento de cerca de R$ 200 milhões nas despesas com pessoal em dois meses.


