As especulações sobre trânsfugas partidários recrudesceram esta semana.
Algumas seguindo determinada lógica. Começa na nessa quinta o prazo de 30 dias da janela partidária.
Outras poderiam ser enquadradas como mera ficção de botequim, sem nenhum fundamento lógico.
O sistema eleitoral brasileiro exige matemática e estatística.
Voto majoritário e proporcional. Voto no candidato mas também na legenda. Ou um ou outro. E é esta a fórmula da equação.
A valer a barafunda que “influencers” políticos divagam nas suas publicações, entretanto, os partidos e candidatos seriam uns “lunáticos”.
Quer ver: em 2026, o quociente eleitoral para deputado federal, por exemplo, pode saltar para 109 mil votos. Em 2022 foi de 103 mil votos.
Os votos válidos em 2022 representaram 76% do eleitorado de 1,092 milhão de eleitores. Ou: 830 mil votos válidos.
Hoje (TRE/TO/janeiro/26) o eleitorado é de 1,155 milhão que dará 877 mil votos válidos, seguida a proporção estatística de 2022.
Dividindo-se por 8 (vagas) tem-se o número de votos que cada partido terá que fazer para eleger um deputado federal.
É esta regra que impulsionará a mudança de partido. Ou o racha nos grupos pelos mesmos votos.
Exemplo: UB/PP (que oficializaram Federação e viraram um partido só) terão, estatisticamente, que produzir mais de 300 mil votos para eleger, por exemplo, Carlos Gaguim, Jair Farias e Janad Valcari pelo quociente eleitoral.
Caso prevaleçam as especulações que pululam nos influencers políticos.
Ou ir para a roleta do quociente partidário (média) e das sobras. Em 2022, o dois partidos somados tiveram apenas 193 mil votos válidos.
Você já imaginou se Carlos Gaguim deixa a majoritária para disputar a reeleição? E Janad com Odirley no comando do PP? Com Jair rodando pelo Bico do Papagaio.
Se Gaguim não deixar a majoritária, onde entrariam, por exemplo, Amélio Cayres ou Wanderlei se assim o decidissem?
O Republicanos, para efeito de raciocínio, saiu das urnas em 2022 com 184 mil votos para deputado federal. Quase os 193 mil do UB e do PP juntos.


