A reverberação nos portais e redes sociais de declarações de Amélio Cayres (que na verdade encontrava-se ontem na Bahia), do Republicanos, de que nunca deixou de ser candidato e que, sobre seu futuro político, “não fala com ninguém antes de falar com o governador” é eloquente.
A prevalecerem as declarações a ele atribuídas por um portal da Capital (muito próximo do Palácio) se estaria diante de uma charada: continua sendo, mas não fala com ninguem sobre isto sem falar com o governador.
O meio/veículo, assim, seria um sujeito inexistente. E, por consequência, também o público com quem fala. Mas as palavras tem sentido e, no caso, gritam.
No plano lógico, já teria, Amélio, por suas próprias palavras, conclusão óbvia, falado com Wanderlei pois fazia a declaração de que continuava candidato.
Seria, portanto, candidato a governador com a ciência do Chefe do Executivo estadual. Caso contrário contrariaria sua própria proposição que não passaria de um balão de ensaio.
Diante das especulações de que Eduardo Gomes/Dorinha Seabra/Carlos Gaguim estivessem passando um trator no Republicanos e na sua pretensão.
No proscênio, na verdade, Amélio tem falado com metade do Legislativo que o apóia. E com considerados adversários circunstanciais (como a outra metade), mas potenciais aliados.
Desde o senador Eduardo Gomes ao deputado federal Vicentinho Jr. Faz quase que diariamente aquilo que Wanderlei tem negligenciado.
No administrativo, deve entregar em março (como antecipou ontem ao blog) o Anexo do Legislativo. Prédio construído com recursos do duodécimo. Sem receita extraordinária ou complementar.
E divulgou esta semana o balanço da atividade parlamentar: foram apreciadas 2 mil e 387 matérias das quais 1 mil 920 foram aprovadas. Um desempenho 50% superior ao de 2024.
Fechou 2025 consumindo 1,48% das receitas correntes líquidas com salários (o máximo é 1,77%).
Deve publicar o relatório de gestão fiscal entre 26 e 30 de janeiro. Um comprometimento 6,3% menor do que os 1,58% de 2023 (início da Legislatura).
Desempenho muito superior ao Executivo que pode ter fechado (dados da Fazenda) 2025 consumindo 46,10% da RCL com salários. Um índice 2,7% superior aos 44,87% de 2023, início do atual mandato.
Amélio já foi prefeito e está no seu quinto mandato de deputado estadual. Não é uma mosca morta e grande parcela do desempenho (e até mandato de Wanderlei) é devida à sua atuação.
Se conseguir expandir ao Estado este outro lado, não é candidato a ser desprezado.
Incluise como opção de outros partidos.


