O deputado Amélio Cayres disse a jornalistas na quarta em Gurupi que vai deixar o Republicanos.
E o fez despido da dissimulação benévola da estratégia de Wanderlei Barbosa que provocou no partido o clima de “barata voa”.
Um partido que comanda um orçamento de R$ 20 bilhões anuais no Estado. E um dos maiores fundos de campanha no país em 2026 (R$ 343,7 milhões).
Não se pode dizer da perspectiva de melhores dias para o governo partindo-se de questões antecedentes.
E que colocam no visor, a imagem do retrovisor de um presidente do Legislativo que tem na gaveta meia dúzia de pedidos de impeachment do governador do Estado que é presidente regional da legenda.
Amélio pode ir para o MDB. E ontem, Nilton Franco (também do Republicanos) confirmou que vai para o União Brasil.
O Republicanos já tinha perdido dois deputados federais (Alexandre Guimarães e Antônio Andrade).
E haveria mais três estaduais na fila: Jorge Frederico e Olintho Neto. Além de Valdemar Junior.
A canibalização do Republicanos (que comandava dois poderes, três deputados federais e sete estaduais) é de clareza solar.
Não é todo dia que um partido decide entregar os dedos e os anéis. E o faria em troca de nada.
Nada que este blog já não apontara e não por adivinhação ou premonição.
Simplesmente dando valor de face ao vácuo de poder político partidário que a estratégia palaciana incitava abertura, centralizada unicamente na figura pessoal do Governador.
E que tem se movimentado mais como Wanderlei do que como governador e líder partidário. Daí a grande aprovação popular pessoal e a fragilidade do partido e parlamentares.
No que forneceu ambiente favorável e facilitou o êxito da estratégia política de Eduardo Gomes e Dorinha Seabra. O Senador é considerado um dos maiores articuladores políticos do país.
Não à toa é hoje vice-presidente do Senado.
O curioso disso tudo é que o governador do Estado pode se transformar na ponta de lança de Dorinha contra seus adversários. Um franco atirador apesar da vidraça do governo.
Duas imagens que se anulariam na física. Mas que na política os estragos são imensuráveis.
Disto o grupo de Dorinha parecer querer distanciar-se e apesar dele necessitar como estratégia de campanha.


