Sábado, 24 de Out de 2026

Zé Roberto intermedia comercialização do PT regional com o Republicanos em troca de cargos federais a deputados bolsonaristas e ao partido!!! Isto mesmo: deputados entram com o pé e o PT com a bunda!!

06/01/2023 1174 visualizações

Esta foto divulgada pelas assessorias dos parlamentares deve ser especialíssima para a militância petista do Estado. E deveria provocar a vergonha alheia na cara-lavada dos retratados.

Aí estão três deputados federais eleitos do Republicanos no Estado (que ainda não tomaram posse), o futuro líder do governo do PT na Câmara, o presidente regional do PT do Tocantins e o secretário de relações institucionais do PT no país (figurinha carimbada por aqui).

Dizem que deixavam um encontro com o ministro Alexandre Padilha (que não aparece na foto) e que a agenda teria sido intermediada pelo presidente do PT, Zé Roberto, para “comemorar” a união de forças em torno de “um projeto de reconstrução do Tocantins e do país”. Uma mentiraiada até amadora quanto mais  é contrária aos fatos.

O Republicanos é o partido mais bolsonarista do país. Muito mais que o União Brasil, assemelha-se à mineira TFP-Tradição Família Propriedade que o inspirou, perdeu deputados e senadores em outubro, mas elegeu Hamilton Mourão, Damares Alves e dois governadores (Tarcísio de Freitas/SP e Wanderlei Barbosa/TO) contra candidatos do PT. Ideologicamente, seria um antípoda petista e representam, os deputados tocantinenses, de fato, o que existe de mais conservador e anacrônico na política do Estado.

Os três deputados federais eleitos equivalem a apenas 7% da bancada eleita do Republicanos (39 deputados). Pela lógica política (e racional) negociações com bancadas só se darão após... posse das bancadas. Inclusive de cargos federais. No Estado há uma dezena deles.

E no Congresso, esse tipo de expediente é feito via-liderança das bancadas ou dos partidos. Isto sugere que os “nossos republicanos” e agora petistas de carteirinha estariam se antecipando, ainda com o suor bolsonarista de campanha no rosto,  se oferecendo ao governo Lula pela reconstrução do Tocantins e do país!!! Afinal, quem chega primeiro à fonte, bebe água limpa, não é verdade!!

Mediante, claro, alguma compensação. Isto porque ajudar Lula e Wanderlei “pela reconstrução do Estado e do país” é aceitar e ratificar, por modo transversal, a desconstrução de Jair Bolsonaro (e negar o desempenho de Wanderlei) com que os mesmos deputados e presidente do PT defendiam como projeto na campanha eleitoral. Contrariedade e paradoxos indecifráveis.

No caso do PT, uma indecência já que o partido tinha candidato ao governo e a presidente, ainda assim, Zé Roberto era considerado da base palaciana. Não imagino o conflito de um petista entre pedir votos para Lula  ou Bolsonaro, Wanderlei ou Paulo Mourão. Diante dos fatores da equação, Lula teria derrotado Bolsonaro no Estado apesar do Zé Roberto do PT e dos deputados republicanos bolsonaristas agora parceiros de público. 

No popular, a imaturidade política dos deputados (ainda que velhos na política), pode ser compreendida como “arroubos primaverís” de primeiro mandato em Brasília. O nonsense só é interceptado pelo objeto de fato: cargos federais no Estado e uma colocação a Zé Roberto no governo estadual, dado que o deputado estadual não foi eleito a federal e não poderia ocupar cargo federal no Estado, em função de sua situação jurídica.

Uma negociação que envolveria a outra ala de oposição a Zé Roberto no PT, comandada pelo ex-presidente Donizetti Nogueira. E o PT não elegeu um deputado estadual sequer que pudesse necessitar de negociação política de Wanderlei no Legislativo estadual.

Tudo isto aí sem participação da militância. E em ano em que está prevista a sucessão  no diretório estadual do PT. O que dá à negociação atual do PT e Republicanos a conotação de ouro de tolo aos envolvidos. Mas oportunidade aos que se acham mais espertos.

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