O governador Wanderlei Barbosa esteve ontem em BSB com o presidente Lula quando os Chefes de Executivos estaduais foram apresentados ao projeto da União para o saneamento básico.
Para além de manilhas enterradas (do discurso presidencial) a preocupação é pertinente. Ainda que, regra geral, a classe política faça muxoxo para investimento em tratamento de água e esgoto, boa parte dos problemas de saúde pública partem da falta de saneamento básico. Mas como disse Lula: manilha enterrada não dá voto
No Estado, Wanderlei Barbosa teve pouco prazo para combater problemas no setor, tem apenas um ano e meio no cargo.
Obras de saneamento dependem de financiamento e sem colocar as contas em dias, como conseguiu o Governador, o crédito seria impossível em função da LRF.
Tudo indica, entretanto, que a preocupação demonstrada por Lula ontem já ocupava o Palácio Araguaia. Isto porque hoje o governo informa o encaminhamento ao Legislativo de projeto de lei que trata da criação de três unidades de saneamento básico no Estado. E um projeto destes não se elabora da noite para o dia.
Pelo projeto, o Palácio espera garantir que 99% da população tenha água tratada e outros 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033.
Hoje, conforme o IBGE, de 139 municípios, apenas 20 tem esgotamento sanitário. E 133 disponibilizam água tratada a seus moradores. Ou seja, 119 cidades não tem esgoto e outras seis não tem água tratada. Devem beber água de poço ou ribeirão. Resutado: ainda se morre de lombriga no Tocantins.


