Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Wanderlei vai melhor que seus antecessores nos primeiros cem dias de governos reeleitos. Apesar de enfrentar efeitos colaterais e diretos da crise na economia

07/04/2023 638 visualizações

O governo reeleito de Wanderlei Barbosa (como todos os governos eleitos em 2022) completa cem dias na segunda-feira.

Não importa a natureza e origem do marco temporal estabelecido quase que como um dogma. Mais pelos publicitários dos governos que expressão de preocupação popular.

Mas é uma régua como o seriam o primeiro dia, o primeiro mês, o primeiro ano. E nela sobressaem os números empíricos a abstrações ou intuições, que não alteram, afinal, como a soma dos ângulos de um triângulo se comporta em relação ao ângulo reto.

Ainda que fossem destacados os ganhos institucionais e a segurança jurídica e política certo modo restaurados na atual administração. E isto, do ponto de vista lógico, funcionasse como fomento à confiança não só dos investidores e empresariado, como da sociedade, determinante na consequência dos números.

E estes se apresentassem como pilares para avanços econômicos e sociais como projeta o governo (Secretaria da Indústria e Comércio) de elevar o IDH em 2,3% (em dois anos), saldo positivo de 24 mil postos de trabalho (no mesmo período),  mais 32 mil novas empresas, aumentar a renda per capita em 22,3% (sobre 2022), crescer o PIB em 26% e elevar a arrecadação em 30%.

Considerando, para efeito de raciocínio demonstrativo, apenas a dívida e os gastos com pessoal (que exemplificam em larga medida o viés da administração), o governo Wanderlei deve fechar o primeiro quadrimestre de 2023 (projetando-se o balanço publicado em 29 de março) gastando com salários algo próximo dos 39,35% (do 3º QD/2022) – limite máximo de 49% - e com a dívida consolidada correspondendo a 30% da receita corrente líquida.

Os números são mais favoráveis que os registrados nos primeiros cem dias de governos reeleitos que o antecederam no cargo desde a criaçao do Estado.

Mauro Carlesse fechou março de 2019 (nos cem dias do governo reeleito) gastando com salários o equivalente a 55,35% da receita corrente líquida. Ou seja, 16 pontos percentuais (29%) acima do gasto de Wanderlei em igual circunstância. Na leitura inversa, Wanderlei cortou 29% na proporção destas despesas.

Lá nos primeiros cem dias do governo reeleito de Mauro Carlesse a relação dívída consolidada/receita corrente líquida também mais prejudicial às contas públicas. A dívida correspondia a 73,49% da RCL. Mais que o dobro do compromeetimeno do governo reeleito de Wanderlei. Claro está que Wanderlei proporcionou redução no comprometimento elevando as receitas e amortizando dívidas só no ano passado em R$ 1 bilhão.

Se considerarmos outros governadores reeleitos, Siqueira Campos nos cem dias de 2001 (ultimo dado disponível no governo) por exemplo, consumiu com despesas de pessoal 95% do limite máximo permitido que era 37,57%. Contabilizou no período gasto de 35,69% da RCL com salários. E a dívida consolidada correspondia a algo próximo de 50% da receita corrente líquida.

Já Marcelo Miranda nos primeiros cem dias do governo reeleito (2007) registrou gastos com pessoal de 45,39% das receitas e a dívida representava 24,78% da RCL.

São números públicos e certificados por TCE e Secretaria do Tesouro Nacional.

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