O Palácio Araguaia celebrou essa semana o recebimento dos R$ 77 milhões do Pré-Sal (e que há havia sido antecipado ha duas semanas por este blog), distribuiu R$ 59 milhões de ICMS a municípios e firmou R$ 44 milhões de parcerias com prefeituras.
E nesta sexta recebe mais R$ 38,8 milhões da 2ª parcela do FPE do mês. Com isto, já recebeu em maio 22% (R$ 60 milhões) a mais do que no mesmo período de 2021 contra uma inflação de 12% anuais. Foram R$ 272 milhões no ano passado e R$ 332 milhões este ano.
Por outro lado, o governo deve publicar na próxima semana o RGF do 1º quadrimestre de 2022. Se as receitas aumentaram possibilitando a redução do enquadramento (como já antecipado pelo Governador) apesar da elevação das despesas de pessoal, é provável, no entanto, que o Estado não altere sua condição na Capacidade de Pagamento, permanecendo na Letra C.
Obviamente que reduzida justamente pela diminuição das disponibilidades de caixa comprometidas com a elevação dos gastos com salários. E isto implica na avaliação de empréstimos por parte da Secretaria do Tesouro Nacional.
Como aquele da Caixa (R$ 583 milhões) e outros do BB (duplicação Porto/Palmas e Palmas/Paraíso) – do governo passado – que somados aos R$ 230 milhões atuais com o mesmo BB elevam a dívida com financiamentos (caso concretizados) em algo próximo de R$ 1,1 bilhão (aproximando-se o total de financiamentos internos e externos em R$ 4 bilhões) e a dívida consolidada para cerca de R$ 6 bilhões (15% do PIB).


