O governador Wanderlei Barbosa subiu no palanque.
Prometeu em Araguaína esta semana (vídeo nas redes sociais) recompor as promoções de PMs “que ficaram 18, 20 anos como soldados”.
E determinou ao comandante da PM, Márcio Barbosa (em desbragada movimentação política desde 2024), levar à sua mesa os nomes.
Para não deixar dúvidas de intenções, o Chefe do Executivo liberou os PMs para o proselitismo político. Há, que se note, o Estatuto dos Policiais Militares que os proíbe no exercício das funções.
O discurso de Wanderlei queima na caserna em ano eleitoral. Aqueles que tem algum conhecimento, dão de banda dada a absoluta ilegalidade. Mas há os que não se importam e já fazem contas. Uma poupança dos deuses.
Por exemplo: nesse período centenas (dos potenciais beneficiados) já faleceram. Mas promovidos, quase três décadas após, os pensionistas receberiam passivos e correção. Coisa de cinco mil possíveis beneficiários, avaliam coronéis, na tentativa de acalmar a tropa.
O governo promoveria, com implicações pecuniárias, policiais que não exerciam mais as atividades. Tempo de óbito, portanto, contaria tempo de vida (antiguidade).
Indiferente a isto, a PM do Estado tem um déficit de 5,5 mil policiais. E registra o 7º maior gasto per capita do país (R$ 928,44/FSP). A PM consumiu com salários/encargos no ano passado R$ 713 milhões (de despesas liquidadas de R$ 774 milhões).
E ainda tem o fundo rotativo da PM: R$ 814 milhões no ano passado. Mas gastou com policiamento apenas R$ 91,2 milhões (FSP/2025).
E o Estado fechou o ano passado (Portal das Transparências) com restos a pagar na casa de R$ 1 bilhão.


