Quinta-feira, 19 de Mar de 2026

Eduardo vai recompondo o "siqueirismo" sem pressa mas com os próprios braços projetando um projeto de poder não irrelevante do grupo para 2030

19/03/2026 117 visualizações

Muitos torcem o nariz quando aponto que o prefeito Eduardo Siqueira estaria recompondo não apenas seu espectro político, mas os ativos e acervos do siqueirismo.

Não é preciso muito prazo para que o sentimento ressurja na potência das redes sociais. A  prevenção já conduz variações políticas.

Como o getulismo, ademarismo, luduviquismo e janismo, o siqueirismo é um estado patológico, um movimento, uma doutrina. O MDB bem que tentou criar o avelinismo.  

Uma espécie de modernismo contra o conservadorismo. Siqueira, no entanto, era cearense, mas tinha o jeito de nortense. Avelino, piauiense, tinha a figura de um goiano de Guapó que não conhecia lobeira.

Eduardo tem seus pecados. Parece disposto a redimir-se com os próprios braços. Corre contra o tempo político e administrativo.

O comando do Podemos no Estado que lhe foi entregue ontem (com um deputado federal e três pré-candidatos de peso/Sandoval Cardoso/Osires Damaso/Vanderlei Luxemburgo) não é irrelevante.

E, obviamente, não é resultado do "nada". Mas de política e de confiança em algo. As opções aos envolvidos não eram reduzidas.

Tem estrutura financeira e capital político para disputarem qualquer cargo na legenda que escolhessem.

Sandoval é ex-governador (e ex-presidente do Legislativo), Damaso (ex-presidente do Legislativo/deputado federal) e Vanderlei Luxemburgo (técnico de renome nacional e internacional e empresário no Estado).

A arquitetura se dá um ano e meio após Eduardo eleger-se prefeito da Capital numa campanha praticamente solitária, sem recursos e tempo de tv para pronunciar meia dúzia de palavras.

Era considerado uma espécie de pária da política e sem a defesa do pai, Siqueira Campos, e dos aliados que se foram para campos mais promissores.

Agora, os fatos indicam que tenha conseguido inverter processos. É convidado por um partido a assumir a legenda para comandar a eleição estadual.

Quando se vê no Estado (e no país) pré-candidatos exigindo comandar legendas para entrar na disputa.

Na última eleição majoritária que disputou, Eduardo Siqueira teve 74% dos votos válidos para Senado.

Para comparação: a senadora Dorinha Seabra (UB) foi eleita em 2022 com 50,42% dos votos válidos.

É cedo. Mas não é tarde para Eduardo.

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