Sábado, 24 de Out de 2026

Wanderlei pode liquidar a fatura no primeiro turno: 55% de intenções de voto e só 7% de reprovação ao seu governo. Desempenho do PT e de Jair Bolsonaro repete eleições anteriores. É o que se abstrai da Datafolha e Fieto/Vetor a 30 dias das eleições

02/09/2022 1185 visualizações

A pesquisa Datafolha de ontem, se é uma boa notícia para os lulistas, deve levar preocupação à candidatura petista no Estado, comparada à pesquisa regional Fieto/Vetor que também veio a público na quinta.

Muitos questionam pesquisas e há sim aquelas discutíveis. Mas não creio que uma Federação das Indústrias se prestaria a contratar números favoráveis a este ou aquele candidato.

Há no país pesquisas da CNT, CNI, CNA, Fiesp e assim por diante. São, na verdade, instrumentos de análise do empresariado que terminam orientando investimentos. E empresário não joga dinheiro fora.

Na Datafolha, Lula aparece (na estimulada) com 48% contra 39% dos votos válidos dados a Jair Bolsonaro. É uma diferença maior (9 pontos percentuais) do que a verificada pela Fieto/Vetor: Lula, 48% e Bolsonaro 44%.

O resultado Fieto/Vetor no Estado desta semana, entretanto, está dentro da margem de erro, considerada a votação do PT e de Bolsonaro no Tocantins em 2018.

 O Datafolha pesquisou de terça a quinta e a Fieto/Vetor de sábado passado a terça. Pegou, portanto, como o Datafolha, desdobramentos do debate da Band e da propaganda eleitoral.

O problema é que o desempenho de Lula, pelos números encontrados, não implica em igual aceitação do candidato petista ao governo do Estado, deputado Paulo Mourão, que na Fieto/Vetor segue com 9%.

Repetindo eleições anteriores quando os candidatos petistas a presidente derrotaram seus adversários no Tocantins mas não transferiram votos à legenda.

Na última (2018), Fernando Hadad teve 51,02% contra 48,98% de Bolsonaro. E a chapa do PT foi derrotada (apenas 6,68% dos votos válidos), saindo-se vencedor na disputa pelo Palácio Araguaia o candidato alinhado a Jair.

Já em 2022, o candidato declaradamente bolsonarista ao governo do Tocantins, Ronaldo Dimas, amarga, a 30 dias das eleições, apenas 23% dos votos válidos contra 55% que seriam dados ao governador Wanderlei Barbosa.

O governador, tudo indica, foi beneficiado com a entrada (física) de Bolsonaro (seu filho participou das convenções do PL) na campanha de Dimas.

Isto porque afastou os  não bolsonaristas de seu palanque e os jogou no colo de Wanderlei que, bolsonarista também, preferiu outra estratégia menos invasiva no eleitorado. Nada não previsto neste blog.

De outro modo: ao jogar Bolsonaro no seu palanque Dimas candidatou-se ao segundo lugar dedicado ao presidente.

Só que no Estado, os 55% das intenções de votos válidos a Wanderlei Barbosa, a manterem-se as intenções de votos da Fieto/Vetor de ontem, liquida a fatura no primeiro turno.

Isto somado aos 86% de aprovação do seu governo (regular, boa e ótima). E apenas 7% de reprovação (ruim ou péssimo) não é pouco.

Há prazo para mudanças e pesquisas retratam momentos. Mas o desafio dos adversários de Wanderlei não é desprezível.

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