O governador Wanderlei Barbosa vai esperar a posse dos novos deputados no Legislativo estadual para promover mudanças na equipe de auxiliares. A informação é de interlocutores que estiveram com o Chefe do Executivo nos últimos dois dias.
É uma decisão prudente do ponto de vista político. Diferente do Palácio do Planalto com o Congresso, onde se negocia com lideranças e bancadas, cuja alteração numérica é, não raro, insignificante, nos Estados essa sustentação política é costurada individualmente e não em grupos.
Aliás, nos Estados a negociação é mais difícil e trabalhosa do que no Congresso e Palácio do Planalto. Isto porque com apenas 24 deputados, o valor de mercado de cada voto ao governo se torna maior do que o convencimento de 594 deputados federais e senadores. Uma questão de oferta e procura. Ou seja o voto do deputado estadual tem mais valor do que de deputados federais e senadores. Por mera razão numérica. Menor quantidade, maior preço.
Ademais optasse Wanderlei Barbosa por fazer acordos com atual legislatura para a próxima, estaria concedendo ao atual presidente da Assembléia, Antônio Andrade, ativo político da negociação, deixando para o novo presidente a ser eleito em 1º de fevereiro apenas o passivo de entregar a encomenda.
E Wanderlei já deu demonstração de que não é um amador, sob a perspectiva de articulação política. Mesmo que as mudança na administração digam respeito a perfumarias, já que o básico (arrecadação, planejamento, infraestrutura, saúde, educação) tem sido a sustentação do governo, onde solução de continuidade em princípios e nomes pode não ser a melhor opção para um governador que, a priori, pode tornar-se, em pouco, na maior liderança do Estado.
E com seu próprio grupo transformando em coadjuvantes os protagonistas de sempre na política estadual


