O governo recebeu ontem o prêmio pelo segundo lugar nos números fiscais do país. O primeiro foi Goiás dentre 27 Estados.
O reconhecimento é inédito na história pública no Estado. Mais receita, menos gastos, disponibilidade de caixa, fornecedores e servidores em dias, aplicando mais do que o exigido em educação e saúde, despesas com pessoal abaixo do limite prudencial. Entregando obras como a ponte de Porto Nacional e projetando outras.
Se considerarmos a situação encontrada por Wanderlei Barbosa quando assumiu o governo, resultado improvável de ser alcançado em dois anos e meio. Mas está aí medida pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Números que o blog aponta quase que diariamente garimpados no Diário Oficial, na CGU e no próprio Ministério da Fazenda.
Na amplificação da notícia (inédita no Estado), portais e demais veículos de imprensa contribuíram, entretanto, para a desatenção com que a população vê desempenhos fiscais de governo, não observando suas consequências.
Publicaram sem qualquer reparo a informação (equivocada) do governo de que a saúde fiscal teria possibilitado ao governo autorização para R$ 55 bilhões de empréstimos no Banco do Brasil e BID destinados a investimentos.
O Estado (pela LRF) só pode tomar emprestado R$ 27,1 bilhões (200% da RCL/abril/24). A dívida consolidada no 1º quadrimestre era de R$ 3,879 bilhões.
Maior do que os R$ 3,412 bilhões que fechou 2023, mas menor do que os R$ 4,753 bilhões que pegou de Mauro Carlesse.
De bancos, são R$ 2,307 bilhões (nacionais) e R$ 1,229 bilhões (internacionais). Ou seja, não cabem aí os R$ 55 bilhões. Um cochilo que o governo deve corrigir.
Afinal se somarmos os R$ 55 bilhões (atribuídos ao BB e BID) o governo deveria quase R$ 60 bilhões. Maior que o PIB de R$ 51 bilhões (IBGE/23). Um Estado falido.
Mas Wanderlei pegou um passivo patrimonial próximo de R$ 700 milhões e encerrou o primeiro quadrimestre de 2024 com R$ 142 milhões.
Disponibilidade de caixa de R$ 3,658 bilhões contra os R$ 2,683 bilhões que recebeu do governo anterior.
E uma receita corrente líquida (1ºquadrimestre/24) de R$ 13,498 bilhões. Acima dos R$ 10 bilhões da RCL de dezembro de 2021. Ou: aumentou a receita em R$ 3,4 bilhões em entre 2022 e 2024.


