Sob o ponto de vista institucional ou político não foi a conduta mais adequada o não comparecimento do governador Wanderlei Barbosa à cerimônia de diplomação do prefeito eleito, vice e vereadores no Tribunal Regional Eleitoral na noite de ontem.
A suposta justificativa de participação da abertura das festas natalinas no Palácio (a menos de 500m do TRE) é tão verdadeira como nota de três. Com efeito, a presença do vice Laurez Moreira no Tribunal denunciava outra explicação.
A data da diplomação foi estabelecida cumprindo o calendário eleitoral, determinado há mais de ano. A coincidência das datas teria se dado, portanto, por escolhas políticas do Palácio.
E que, ontem, levaram o barulho dos fogos a interferir no evento da diplomação, localizado a poucos metros do foguetório que bem poderia ter sido adiado para após a solenidade.
Não fora os dois terços dos vereadores diplomados integrarem a base do governo (de Wanderlei Barbosa), o prefeito eleito de Palmas representa 20% de toda a população do Estado (300 mil pessoas), que delegaram ao Chefe do Executivo o comando da administração estadual.
A opção feita pelo Governador na noite de ontem sugere menosprezo à diplomação do prefeito levando a especulações de que o Executivo estadual não reconheceria legitimidade na eleição de Eduardo Siqueira.
E que o prefeito, no cargo a partir de janeiro, teria mais problemas para administrar.


