Sábado, 24 de Out de 2026

Wanderlei não deixa correr prazo e aflora relação criador-criatura no Palácio Araguaia. Prejudica-lhe e às suas intenções políticas, as contradições que a reação tardia encerra de fato!!

08/11/2021 996 visualizações

O governador Wanderlei Barbosa fez declarações à TV Anhanguera/Rede Globo hoje (reproduzidas no G1 Tocantins) que cobra apontamentos em favor da própria racionalidade e das intenções do governador interino que, acredita-se, com boa dose de motivos, melhorar os serviços públicos à população.

Wanderlei, é fato, assumiu o governo interino com disposição de permanente. A escolha é boa para a administração porque elimina inseguranças e o risco de interrupção do serviço público. Seu comando é indiscutível. E ele tem legitimidade e representação para fazê-lo. E não carrega, até aqui, suspeitas de que teria praticado estrepolias com recursos públicos.

Mas ao expor publicamente que a relação com o governador afastado estaria arranhada (algo que já se sabia nos bastidores políticos) pela forma como fora tratado no exercício da vice-governadoria comete pelo menos um vício temporal por que exposta somente após o afastamento e não no exercício do cargo. Dado que no governo participava de praticamente todas as reuniões e se ocupava recentemente de andar o Estado. Sem expor qualquer crítica ao governo do qual fazia parte.

Ora, se Mauro Carlesse não o respeitava politicamente na vice e Wanderlei agora, no exercício da governadoria, quer rever contratos na administração (da qual era vice) que não tivesse (segundo ele) explicação para “ser daquele tamanho”, o fato denuncia omissão do governador interino.

A não ser que ele deixasse, politicamente, a coisa correr frouxa para a obtenção do resultado afastamento, ainda assim, submeteria a população ao risco de mais desvios e a possibilidade de que não ocorresse solução de continuidade no curso do processo. 

A compreensão (ou paciência do vice com a geladeira política que acusa) Wanderlei não teve na sua carreira política até aqui. É político mercurial com demonstram as brigas públicas e sem contenção vocabular com Carlos Amastha, Major Negreiros e Milton Neres, para ficar só nestes. Da mesma forma que é conhecida sua influência na eleição de Mauro Carlesse que, intuí-se, tinha mais estrutura caso contrário seria o próprio Wanderlei o candidato e não  um deputado de primeiro mandato desconhecido no Estado.

Mesmo viés que o impulsiona a proferir nesta segunda o interesse em contratar mais 600 PMs, de um concurso já realizado e com apenas 1.000 vagas disponibilizadas ao público.

Apesar do déficit de 5,5 mil policiais no Estado, o edital não trata vírgula de cadastro de reserva. Tomando-se a média salarial de um PM de R$ 4,8 mil, tem-se com os mil novos policiais, um acréscimo anual de R$ 57,6 milhões na folha de salários do governo. Com mais 600, a despesa anual pularia para R$ 92,1 milhões de acréscimo.

Um valor maior que o orçamento anual (2021) do Corpo de Bombeiros (R$ 86 milhões), Secretaria de Administração (R$ 37 milhões), Agricultura (R$ 39  milhões), Infraestrutura e Habitação (R$ 64 milhões), Desenvolvimento Social (R$ 32 milhões), Unitins (R$ 44 milhões) para ficar só nestes.

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