Sábado, 24 de Out de 2026

Wanderlei, Kátia e Irajá podem aliar-se, eliminando opção Kátia/PT. É cada dia mais nítida aliança entre o governador e os dois senadores na sucessão

16/02/2022 1722 visualizações

O governador interino Wanderlei Barbosa tem até 1º de abril para filiar-se a um partido e poder disputar a reeleição. Ainda que cargos majoritários não necessitem da janela partidária (que vai de 3 de março a 1º de abril), não há candidaturas sem partido.

A próxima relação do governador com os senadores Kátia Abreu e Irajá Abreu sinaliza uma das direções que pode tomar o Chefe do Executivo. Não seria uma aliança insignificante para Wanderlei. Nem para os dois parlamentares federais.

Os partidos dos dois parlamentares (PP e PSD) controlam politicamente algo próximo de 80 prefeituras. O equivalente a 58% dos municípios. Ou seja, portas abertas em qualquer um deles para o governador interino que tem relação com os Abreu há mais de duas décadas. Wanderlei,  inclusive, já apoiou eleições da Senadora.

Ainda que, numericamente, possa o grupo não representar maior número de eleitores, é uma massa eleitoral considerável que, adicionada à musculatura do governo, turbinada com o desempenho administrativo e as movimentações de Wanderlei pelo Estado, não é grupamento a ser menosprezado. Pelo contrário.

E que se note: Kátia Abreu e Irajá Abreu também tem levado benefícios a praticamente todos os municípios por intermédio de suas emendas e que Mauro Carlesse facilitou ao tratá-los como adversários, empurrando-os a destinarem diretamente os recursos aos prefeitos, sem a intermediação do Palácio Araguaia. Wanderlei os trouxe de volta ao Palácio.

É aliança que pode agrupar o ex-senador Vicentinho Alves, dado que o filho, deputado federal Vicente Jr, está de malas prontas do PL para o PP da Senadora. Vicentinho que se disse perseguido por Mauro Carlesse nas suas atividades privadas. De outro modo: onde possa estar Carlesse, Vicentinho estará do lado oposto e isto quer dizer com o governador interino.

E, por outro lado, elimina a possibilidade de união com o PT, que já tem o seu candidato ao governo,  o deputado estadual Paulo Mourão.

Pode até ser que este grupo não siga unido em 2022 com uma mesma chapa majoritária e proporcional. Mas certamente adversários seus tributários não serão.

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