O governo terá depositado na sua conta no Banco do Brasil nesta sexta o montante de R$ 228,2 milhões da primeira parcela do FPE de abril de 2022. O valor é 31% (R$ 55 milhões) superior aos R$ 173 o milhões da primeira parcela de abril de 2021.
No ano, assim (3 meses e oito dias) o FPE mandou para o Estado recursos de R$ 1,572 bilhões para uma previsão anual de R$ 3,5 bilhões (36 repasses). Ponderando uma média aritmética da previsão (R$ 96 milhões por parcela) o Estado estimava ter R$ 960 milhões em dez parcelas (3 de jan/fev/mar e 1 abr) e viu estar nos cofres R$ 1,572 bilhões - 63,7% / R$ 612 milhões a mais.
Ou ainda, em três meses 45% do previsto para o exercício. Só para cálculo porque os repasses dependem da arrecadação, que é sazonal, mas que este ano (considerando março) registrou (pelos repasses do FPE) um crescimento de 32% em relação a igual período do ano passado.
Muito demonstrado na arrecadação de receitas estaduais no primeiro trimestre de 2022 da ordem de R$ 3,308 bilhões contra R$ 2,728 bilhões de janeiro a março de 2021. Um crescimento de R$ 580 milhões (21,2%) contra inflação nos últimos doze meses de 10%. Ou seja, 11% reais.
Se receitas são parte da solução, é nos gastos que se espelha o problema. O Executivo liquidou (contratou e recebeu) de janeiro a março despesas de R$ 1,742 bilhões contra R$ 1,590 bilhões do primeiro trimestre de 2021. Gastou R$ 152 milhões a mais (10%).
No custeio (outras despesas correntes retirando pessoal) o governo gasto (liquidou) em 2021 o montante de R$ 435 milhões para os R$ 557 milhões deste ano (R$ 122 milhões a mais). As maiores variações se deram nas despesas de exercício anteriores (as enigmáticas DEAS).
Enigmáticas porque empresários consideram discricionária a forma de escolha do débito a ser pago. Nas DEAs o governo liquidou em 2022 o montante de R$ 265 milhões. No primeiro trimestre de 2021 havia liquidado R$ 159 milhões. Uma diferença em três meses de R$ 106 milhões. Ou 66% a mais.
Outro avanço nos gastos se deu nos salários. De janeiro a março de 2021, o governo liquidou R$ 1,590 bilhões com servidores. Com Wanderlei Barbosa (ainda não pagos data-base e progressões) o governo liquidou no trimestre R$ 1,742 bilhões. Ou seja, gastou no trimestre R$ 152 milhões a mais que Mauro Carlesse de janeiro a março de 2021.
Mesma proporção que se deu no custeio (outras despesas administrativas) onde o Executivo liquidou R$ 557 milhões (janeiro a março de 2022) contra os R$ 435 milhões liquidados em igual período do ano passado. Um incremento de R$ 122 milhões (28%) no custeio com inflação nos últimos 12 meses na casa dos 10%.


