Sábado, 24 de Out de 2026

Wanderlei fez bem em deixar a antecipação do pagamento de retroativos por consignados para ser negociada entre bancos e funcionários numa relação privada. E deixar garantias governamentais para investimentos que beneficiem a população!!

28/10/2022 579 visualizações

O governo decidiu deflagrar o processo de liberar a bancos e servidores consignados no valor das progressões devidas.

A operação já estava autorizada desde março deste ano (Lei 3901/22) e também regulamentada (Decreto 6473/22).

Tanto na lei e decreto não se trata de condições dos consignados (taxa de juros) ou mesmo se os bancos poderão descontá-los (os juros) antecipadamente e só liberar a diferença.

Muita gente já sabia até mesmo o quanto receberia. Uma inconsistência, já que empréstimos consignados são quitados em prestações posteriores com os juros sendo determinados no contrato e embutidos nas parcelas.

Para se ter uma idéia, os juros dos consignados do Auxílio Brasil estão na faixa dos 42% ao ano. Os retroativos serão pagos em sete anos e tem mais riscos que o programa do governo federal.

Dependerão da vontade política e do orçamento estadual. Wanderlei renovou mandato só até 2026. É provável que o Governador não tenha conseguido saída legal para dar garantias aos bancos que possibilitasse a redução da taxa de juros.

Daí o não interesse de bancos oficiais como o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal, instituições, por sinal, que efetuam o pagamento de salários do funcionalismo.

Da forma como colocada, a consignação será uma operação particular do servidor. A participação do poder público seria apenas liberar o consignado e dar transparência à situação.

O plano plurianual de despesas com pessoal (da lei 3901) vai só até metade do próximo governo. Terá, portanto, que ser renovado em 2024. Planos plurianuais tem validade de quatro anos e são projetados no meio de uma gestão, para valer até a metade do governo seguinte.

A parte do governo ele fez: autorizou o pagamento escalonado e disponibilizou as instituições ao funcionário. A aceitação das condições depende de cada um. O Executivo garante tão somente o cumprimento da lei e do decreto.

Do ponto de vista fiscal, foi a melhor opção para as contas públicas cujo orçamento (do Executivo) já é comprometido em 42% com servidores públicos.

Comprometer mais R$ 1,4 bilhão de receitas (R$ 200 milhões anuais conforme a previsão) com garantia de empréstimos a funcionários, arcando com juros e que tais, seria mesmo uma aberração.

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