Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Wanderlei está certo: Irajá Abreu deveria não só criticar o governo, mas ajudá-lo com emendas parlamentares. Adversidades paroquiais no Senado só prejudicam. Senador é para fiscalizar presidente que tem três ministros do PSD

16/04/2025 911 visualizações

As críticas do governador Wanderlei Barbosa ao senador Irajá Abreu esta semana deveriam ser entendidas em sentido diverso de embate eleitoral.

Obviamente que se não tivesse deputados estaduais e federais que o bajulam mais que lhe são defensores ou auxiliares críticos, não necessitaria deixar o papel de governador para responder crítica parlamentar. 

O senador Irajá Abreu tem desempenhado a função, de fato, de oposição ao governo. E tem boa penetração nos municípios. Não à toa foi eleito senador na primeira disputa majoritária de que participou.

Poder-se-ia cobrar-lhe explicações mais elucidativas para, de defensor de Wanderlei, não agora, pretender-lhe punir hoje por desvios que notasse agora e que não observara há três anos.

E não o percebesse antes da campanha de 2022 quando o governador fora reeleito. Afinal, as acusações contra o governador no STJ dizem respeito a seu período de vice-governador.

Até aí, ter-se-ia apenas exercício democrático de oposição, ainda que certo modo suspenso no ar, sem a exposição dos motivos da contrariedade que fizeram-no mudar de lado.

Cada um tem o livre arbítrio para defender aquilo em que acredita.

Nas urnas, para governador, após o racha, Wanderlei teve 58,14% dos votos e Irajá irrisórios 7,61% dos votos.

O problema maior reside na escolha da tribuna: o Senado. Expor no Senado da República situação que nem a Justiça tem ainda juízo de valor, leva mais prejuízos do que benefícios ao Estado.

Afasta empresários e investimentos, depõe contra a institucionalidade e mostra ao país um Estado depauperado do ponto de vista moral e ético.

Caso em que as próprias investigações e processos relatam que não. Há delitos e há inquéritos que seguem seu curso processual. Existem exceções, mas são o que são: exceções.

Ademais, a tribuna do Senado não é lugar para discussão de questões paroquiais. Fora assim, não seriam necessários deputados estaduais e federais.

O senador é eleito para fiscalizar o governo federal!!! E o PSD (partido do Senador) tem três ministérios no governo Lula: Agricultura, Minas e Energia e da Pesca. E esta semana o partido sinalizou querer mais um: do Turismo.

E ainda não se viu ou ouviu discursos contra Lula nos desvios de seus ministérios como o Juscelino, nas Comunicações, na Abin, na Minas e Energia...

Com maioria na Câmara dos Deputados a favor da anistia a Jair Bolsonaro.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano