As coisas andam de modo diferente nas campanhas eleitorais.
O governador Wanderlei Barbosa anunciou ontem na missa de Senhor do Bonfim que a data, 15 de agosto, será decretado feriado estadual.
Caros, a romaria de Bonfim me é muito cara. Caminho, como todos sabem, todos anos (exceção a 2023 por força de uma lesão nos tendões) desde 2010 de Palmas ao Santuário. São 243 km em quatro dias e meio.
Um feriado estadual, portanto, pela profissão de fé e magnitude da romaria seria mais que razoável.
O problema é que existe uma lei federal (Lei 9093/95) regulamentando feriados.
Não é como na criação do Estado em que Siqueira Campos criou um monte deles.
Feriados religiosos são determinados pelos municípios. E em Natividade o 15 de agosto já é feriado municipal.
Feriados estaduais só podem a data magna do Estado. E o Tocantins já tem o 5 de outubro.
O Governador pode mandar para a Assembléia um projeto para criar o feriado estadual de Nosso Senhor do Bonfim. E os deputados, como aprovam tudo, entregarem-no a licença para tal.
Afinal, seria só mais uma ilegalidade consentida e não questionada num Estado hegemônico no Legislativo, Executivo e Judiciário.
É ver como se comportará o Ministério Público. E, claro, o comércio.
Já que os servidores públicos e deputados querem mesmo é ir para a galera.


