Enquanto a oposição aguarda julgamentos, aspecto da eleição (o político) é provável ainda não faça parte de suas preocupações.
A votação de Wanderlei Barbosa e dos candidatos do seu partido, Republicanos, elevaram uma legenda nanica (tem hoje apenas quatro deputados federais e um senador no Congresso) na maior representação do Estado. No popular: no maior partido.
Dos 481 mi votos entregues a Wanderlei, 41%, deduz-se, vieram de apoiadores do Republicanos.
Muito explicito nos 184 mil votos nominais (no candidato) e de legenda (só na legenda) dos deputados estaduais do partido e 204 mil (nominais e de legenda) dos deputados federais.
Muito longe dos 102 mil (estadual) da UB (que chapeou com Wanderlei) ou os 87 mil (nominais e de legenda) do PP e os 86 mil do PL na chapa proporcional estadual.
Esse viés do Republicanos (os votos no partido e candidatos do partido) pode implicar nas candidaturas a prefeito daqui a dois anos. A vida se dá nas cidades.
E certamente em 2026, quando Wanderlei não poderá disputar reeleição. Mas pode tentar o Senado nas duas vagas em disputa: a de Irajá Abreu e Eduardo Gomes, ambos adversários de Wanderlei (e do Republicanos) nas eleições de domingo.


