A saída encontrada pela prefeita Cínthia Ribeiro e o governador Wanderlei Barbosa de alugar as instalações do Hospital Padre Luso para amenizar o problema de leitos hospitalares é emblemática.
Os dois executivos agiram com maturidade, sem pegar pilha dos que tencionavam uso político da crise de saúde, fizeram o que tinha que ser feito: uniram-se em favor da população.
Tanto Wanderlei quanto Cínthia, por sinal, tem demonstrado não temer tomar decisões, como no caso.
A aliança administrativa do Palácio com o Paço, é induvidoso, deveria deixar desconfortáveis os deputados da base governista na Assembléia Legislativa.
Desconectados da política e da população, tiveram, como primeira reação, buscar culpados na Prefeitura.
Wanderlei, mais inteligente e sensível, percebeu logo que buraco era mais embaixo até por que existia uma decisão judicial. Agiu, sem esperar as embromações de duas comissões inócuas, e mandou ver na aquisição de mais leitos e no aluguel do hospital.
E que se note: os problemas de saúde na Capital (com o esgotamento do HGP) vem praticamente desde a sua abertura há mais de 15 anos.
Nos últimos dez anos pelo menos dois hospitais ficaram disponíveis à venda (ou para locação) na Capital e nenhum governador dos seis que passaram pelo Palácio ou Prefeitura no período aventaram a possibilidade de deles fazer uso.
Obviamente que deveriam ter seus motivos. E, como óbitos e filas no HGP comprovam, não convergiam para os interesses dos milhares que necessitam do serviço de saúde pública no Estado.
Como repito aqui (para muxoxo de alguns): Wanderlei e Cínthia tem lá seus equivocos. Mas os acertos da dupla são imensamente maiores do que os erros.


