Sábado, 24 de Out de 2026

Wanderlei desfila apresentando desempenho e unidade e oposição patina em vaidades, indefinições e comandos politicos dispersos iniciado prazo de convenções

20/07/2022 603 visualizações

O governador Wanderlei Barbosa saiu à frente da oposição ao definir sua chapa majoritária. Poder-se-ia avaliar que as oposições tivessem opções de mais e cargos de menos e que isto levasse à necessidade de acomodações, lugar onde estariam mais ativos que passivos.

Ainda assim, Wanderlei manteria a dianteira porque mais opções significariam, por lógica, também, estender mais cobertores quando a fazenda do pano não dá cobertura a tanto, favorecendo o puxa, encolhe, desfavorável numa campanha encurtada de 60 dias.

Na oposição, observados os contendores, com efeito, sobram vaidades e abundam comandos. Há evidentes sinais de patinação de Paulo Mourão, Osires Damaso e Ronaldo Dimas, aqueles de maior visibilidade, pela aceleração inercial proveniente da indefinição, iluminando a determinação de comando e unidade palaciana.

Ainda que descarte desmotivação, há no senador Eduardo Gomes (a maior liderança nacional do Estado hoje) - aliado de Ronaldo Dimas - sinais de preocupação com o pré-candidato do PL, a quem se atribui o passivo da perda da deputada Dorinha Seabra para Wanderlei Barbosa. Cargo que, agora, Dimas não teria opção equivalente para o lugar.

Pode ter sido não causa principal, mas necessária, por certo, das razões da licença que Eduardo Gomes tirou no Senado, proporcionando, secundariamente, nova (mas sempre presente) variante de que poderia apresentar-se como opção na formação da unidade oposicionista que se busca.

De outro modo: Dimas não teria decolado e ainda perdido o maior fundo eleitoral do Estado, dedicado ao União Brasil da parlamentar. Prejuízo em dobro já que além da perda de recursos e ativos políticos os acrescentaria ao principal adversário. Enquanto Osires Damaso segue parado, também sem majoritária, e submetido a escrutínio de que, numa eventual eleição, fosse seu governo subjugado ao senador Irajá Abreu e ao ex-prefeito Carlos Amastha.

As movimentações da oposição encontram terreno até mesmo na candidatura petista. Onde entraria o ex-deputado Paulo Mourão que, se tem o apoio de Lula, é fritado internamente por parte da liderança e da militância reacionária petista pela suposição stalinista (à semelhança dos expurgos de Moscou) de perfil não petista quando é filiado ao partido há duas décadas.

Mourão poderia, nas hipóteses discutidas,  subir no palanque oposicionista e garantiria uma vaga de deputado federal onde seria mais útil a Lula na Câmara dos Deputados, dando uma  banana aos “reaças” da legenda.

Resumindo: nas atuais circunstâncias, Wanderlei Barbosa desfila tranquilo enquanto a oposição patina no gelo.

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