O governador Wanderlei Barbosa pediu ontem, de forma transversal, apoio do agronegócio do Estado às medidas adotadas pelo governo nos últimos dias. Especialmente à taxação dos transportes no setor.
Para ele (que diz ser agropecuarista também), o setor há mais de 26 anos não paga impostos nas estradas e faz uso das rodovias. Como é lógico, o peso das carretas carregadas de grãos contribui de forma decisiva para o estado das vias. E o poder público não tem condições de ficar reparando a cada ano.
O governo decidiu elevar a taxa de 0,2% para 1,25%. Diferente de Goiás e Mato Grosso que a elevaram a 1,65%. De acordo com o governador, nos Estados houve resistência inicial mas depois a compreensão (conforme informação dos demais governadores) dos produtores em função da importância dos recursos e dos ganhos para o próprio setor.
O Estado conseguiu, também, a aprovação, por parte da Assembléia, de empréstimo da ordem e R$ 1,7 bilhão no Banco do Brasil, Caixa e Banco Mundial. Destes, maior parte será aplicada na infraestrutura das rodovias.
O agro exportou até novembro de 2022 o equivalente a R$ 19 bilhões de soja e carne. Na exportação o imposto é zero (Lei Kandir) e internamente o ICMS é por volta de 2%.


