Sábado, 24 de Out de 2026

Wanderlei declara vontade política de melhorar parceria Sebrae/Governo. Um avanço dado que no Estado o Sebrae era tratado como do governo. Orçamento de R$ 100 milhões anuais

03/01/2023 312 visualizações

Paulo Carneiro (no CDE) e Rérisson Castro (Superintendência) tomaram posse ontem na direção do Sebrae Tocantins. Uma instituição com um orçamento de mais de R$ 100 milhões para 2023. uma cerimônia repleta de significados. O governador Wanderlei foi lá, fez balanço da parceria Sebrae/Governo e demonstrou sua vontade política de azeitar a relação institucional da parceria.

Rérisson Castro (filho do governador) é considerado um estudioso e detentor de competências necessárias ao cargo. E Paulo Carneiro sofreu carga do governo (Mauro Carlesse) que apresentou seu próprio candidato à FAET em oposição ao atual presidente. Processo só parou na Justiça e com a eleição de Carneiro pela quase unanimidade dos Sindicatos.

Carneiro superou a esfinge da senadora Kátia Abreu, como Rérisson conseguiu, como é conhecido no meio empresarial e governamental, avançar sustentado fundamentalmente por referenciais técnicos, ainda que não se possa desprezar, evidentemente, a força política do pai, não como principal, mas acessória.

As declarações de Wanderlei na posse imprimem, por certo, novo ritmo nas relações Sebrae/Governo. Há inúmeros projetos e convênios elaborados pelo Sebrae, por exemplo, para captação e aplicação de recursos no setor em que atua que foram depositados nas gavetas burocráticas das secretarias, com prejuízos inestimáveis às pequenas e microempresas. Até dias atrás no governo.

Especialmente no treinamento e capacitação. Apenas por falta de vontade política. O que  na política é traduzido pelo receio de contribuir para elevar o ativo de outro. De outro  modo: moto contínuo pessoal e não institucional.

Mas já foi  pior: houve época em que o governador determinava tanto o presidente do CDE como o Superintendente. Isto fazia com que o próprio governo administrasse o Sebrae, uma instituição privada, ainda que submetida ao TCU pelos recursos públicos que recebe de convênios.

O Sebrae e o governo, portanto, avançaram do ponto de vista institucional.

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