Paulo Carneiro (no CDE) e Rérisson Castro (Superintendência) tomaram posse ontem na direção do Sebrae Tocantins. Uma instituição com um orçamento de mais de R$ 100 milhões para 2023. uma cerimônia repleta de significados. O governador Wanderlei foi lá, fez balanço da parceria Sebrae/Governo e demonstrou sua vontade política de azeitar a relação institucional da parceria.
Rérisson Castro (filho do governador) é considerado um estudioso e detentor de competências necessárias ao cargo. E Paulo Carneiro sofreu carga do governo (Mauro Carlesse) que apresentou seu próprio candidato à FAET em oposição ao atual presidente. Processo só parou na Justiça e com a eleição de Carneiro pela quase unanimidade dos Sindicatos.
Carneiro superou a esfinge da senadora Kátia Abreu, como Rérisson conseguiu, como é conhecido no meio empresarial e governamental, avançar sustentado fundamentalmente por referenciais técnicos, ainda que não se possa desprezar, evidentemente, a força política do pai, não como principal, mas acessória.
As declarações de Wanderlei na posse imprimem, por certo, novo ritmo nas relações Sebrae/Governo. Há inúmeros projetos e convênios elaborados pelo Sebrae, por exemplo, para captação e aplicação de recursos no setor em que atua que foram depositados nas gavetas burocráticas das secretarias, com prejuízos inestimáveis às pequenas e microempresas. Até dias atrás no governo.
Especialmente no treinamento e capacitação. Apenas por falta de vontade política. O que na política é traduzido pelo receio de contribuir para elevar o ativo de outro. De outro modo: moto contínuo pessoal e não institucional.
Mas já foi pior: houve época em que o governador determinava tanto o presidente do CDE como o Superintendente. Isto fazia com que o próprio governo administrasse o Sebrae, uma instituição privada, ainda que submetida ao TCU pelos recursos públicos que recebe de convênios.
O Sebrae e o governo, portanto, avançaram do ponto de vista institucional.


