Wanderlei Barbosa pode passar à história como Siqueira e Moisés Avelino nas eleições de 90 e 94.
Siqueira apoiou em 90 o candidato do seu partido, Moisés Abrão (PDC), mas ficou no Palácio. Abrão foi derrotado no 2º turno por Moisés Avelino (PMDB).
Moisés na sua sucessão (não existia a reeleição) foi mais desleal com o partido: sequer subiu no palanque do candidato do PMDB, João Cruz em 94. Siqueira o derrotou no 1º turno.
Conclusão lógica: tanto Moisés quando Siqueira tiveram, objetiva e pragmaticamente, êxito em seus intentos. Derrotar não só o candidato, mas o partido.
As escaramuças de Wanderlei com Dorinha Seabra (representante do siqueirismo na disputa) são indisfarçáveis.
As imagens do semblante do Governador (e o seu atraso) no evento religioso de Arraias (um dos mantras de Siqueira) – onde estavam os demais candidatos e autoridades locais - no sábado as reforçam.
E ontem o deputado Eli Borges fez circular um vídeo em que o mesmo Wanderlei defende a candidatura do parlamentar ao Senado.
Eli é do Republicanos, mas iniciou sua carreira pelo PMDB. Mesmo partido para onde se deslocou Wanderlei (e o pai, Fenelon, ex-prefeito de Palmas) no início dos anos 90.
Um racha com o siqueirismo que havia eleito Fenelon Barbosa primeiro prefeito de Taquarussu do Porto. Principais cabos eleitorais: Siqueira e Vicentinho Alves.
Pouco mais de 48 horas após, sem citar Eli, o Governador manifestar seu apoio à chapa Eduardo Gomes/Carlos Gaguim para Senado.
Isto quando já tinha, há três meses, feito o mesmo com Eli Borges que, por lógica, deve ter liberado seus colégios eleitorais de deputado federal.
A biruta de aeroporto das declarações de Wanderlei tendem a levar dúvidas ao eleitor.
E aí Wanderlei daria um passo a mais que Siqueira e Avelino: contribuiria para a derrota não só da candidata do UB – que se diz sua aliada - mas da chapa de senadores.
Fabio Vaz que recebeu colégios de Eli Borges deve estar se pegando de rir e com suas lideranças (que eram de Eli) amarradas na cintura.


