Flávio Bolsonaro espera que “alguma coisa” se dê até quarta-feira quando expira prazo de convenções.
As horas exíguas e a carga de passivos que vai colecionando o Zero Um projetariam probabilidades diminutas na reversão do paradoxo da neutralidade imposto por PP, UB e Republicanos ao PL.
O sentido duplo da proposição partidária – indiferente à afirmação ou negação – exprimiria, deste modo, mais a espera contemplativa das urnas (e do poder) que a luta no voto por ele. Mais permuta que doação.
A régua da guerra de movimentos do PL com PP/UB/Republicanos, ademais, do ponto de vista eleitoral, se tivesse circunstancialmente aparente sentido ao PL e Flávio, não teria igual correspondência no espectro bolsonarista.
Jair foi eleito presidente em 2018 com 50,13% dos votos contra 44,87% dados ao candidato do PT, Fernando Haddad.
E dispunha tão somente do nanico PSL. Sem o apoio do PR/PL, do Democratas/UB e nem do PRB/Republicanos.
Foi com o PL/PP/Republicanos (e a neutralidade do UB) que Jair Bolsonaro foi derrotado em 2022: Lula, 50,90% e Jair, 49,50%.
Disto se pode ter que o bolsonarismo fosse maior que os partidos.
E, por que movido a paixão, só para efeito de raciocínio empírico, tivesse rejeitado em 2022 o apoio daqueles que preferiram em 2018, como hoje, o paradoxo da neutralidade.
No popular seria “a fila anda”. “Chumbo trocado não dói”.
Ou seja, a derrota do bolsonarismo em 2022 seria debitada às alianças. Estas que hoje se colocam neutras.
O apoio ao bolsonarismo manteve-se de pé fora das urnas. Como se mantém agora a dois meses dela.
Pode-se, com efeito, dizer-se muito do bolsonarismo. Menos que fosse neutro.
E aí seria depreciativo ao Projeto do Zero Um, na aquiescência da chantagem partidária, deparar-se com outro paradoxo consequente: do Asno de Buridan.
Sem conseguir escolher entre os partidos e o bolsonarismo, a razão o deixaria, como ao asno, morrendo de fome entre dois montes de fenos à mesma distância.
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