Sábado, 1 de Ago de 2026

Paradoxo da neutralidade imposto por partidos aliados a Flávio pode ser-lhe favorável e não passivo a ser contabilizado na sua conta corrente

O bolsonarismo derrotou o PT em 2018 apenas com o nanico PSL e foi derrotado pelo mesmo PT em 2022 tendo com aliados justamente o PP/UB e Republicanos. Um indicativo de que a paixão é maior do que a legenda para os eleitores bolsonaristas. Meu artigo deste sábado no NC News
01/08/2026 40 visualizações

Flávio Bolsonaro espera que “alguma coisa” se dê até quarta-feira quando expira prazo de convenções.

As horas exíguas e a carga de passivos que vai colecionando o Zero Um projetariam probabilidades diminutas na reversão do paradoxo da neutralidade imposto por PP, UB e Republicanos ao PL.

O sentido duplo da proposição partidária – indiferente à afirmação ou negação – exprimiria, deste modo, mais a espera contemplativa das urnas (e do poder) que a luta no voto por ele. Mais permuta que doação.

A régua da guerra de movimentos do PL com PP/UB/Republicanos, ademais, do ponto de vista eleitoral, se tivesse circunstancialmente aparente sentido ao PL e Flávio, não teria igual correspondência no espectro bolsonarista.

Jair foi eleito presidente em 2018 com 50,13% dos votos contra 44,87% dados ao candidato do PT, Fernando Haddad.

E dispunha tão somente do nanico PSL.  Sem o apoio do PR/PL, do Democratas/UB e nem do PRB/Republicanos.

Foi com o PL/PP/Republicanos (e a neutralidade do UB) que Jair Bolsonaro foi derrotado em 2022: Lula, 50,90% e Jair, 49,50%.

Disto se pode ter que o bolsonarismo fosse maior que os partidos.

 

E, por que movido a paixão, só para efeito de raciocínio empírico, tivesse rejeitado em 2022 o apoio daqueles que preferiram em 2018, como hoje, o paradoxo da neutralidade.

No popular seria “a fila anda”. “Chumbo trocado não dói”.

Ou seja, a derrota do bolsonarismo em 2022 seria debitada às alianças. Estas que hoje se colocam neutras.

O apoio ao bolsonarismo manteve-se de pé fora das urnas. Como se mantém agora a dois meses dela.

Pode-se, com efeito, dizer-se muito do bolsonarismo. Menos que fosse neutro.

E aí seria depreciativo ao Projeto do Zero Um, na aquiescência da chantagem partidária,  deparar-se com outro paradoxo consequente: do Asno de Buridan.

Sem conseguir escolher entre os partidos e o bolsonarismo, a razão o deixaria, como ao asno, morrendo de fome entre dois montes de fenos à mesma distância.

Leia mais: https://ncnews.com.br/2026/08/01/paradoxo-da-neutralidade-imposto-por-partidos-aliados-a-flavio-pode-ser-lhe-favoravel-e-nao-passivo-a-ser-contabilizado-na-sua-conta-corrente/

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