Assim como Lula, o governador Wanderlei Barbosa decidiu pregar o voto útil para carimbar de vez a eleição no primeiro turno.
Em discurso a servidores ontem (vídeo abaixo) condenou eventual pressão em contratados e comissionados na Educação, Saúde, PM e administração para acompanhar o candidato do Palácio.
Há semanas estas reuniões ocorrem no poder público sem a reprovação do governo. E não só com comissionados, mas efetivos.
E isto não é uma oração se sujeito. O sujeito da ação desse objeto não é simples, indeterminado nem oculto. É, tudo indica, composto.
Espalhado, o discurso de ontem transmite a idéia de um candidato e um governo que respeitam a opinião do servidor e que seria diferente dos demais candidatos e de outros governos que fizeram uso do “ou dá ou desce”.
Com efeito, se as eleições fossem hoje e prevalecessem os números da IPEC divulgados ontem Wanderlei Barbosa estaria próximo de ser eleito no primeiro turno.
Qualquer desatenção, pode, como se percebe, ser a gota dágua e jogar por terra o esforço do candidato e do governo, cuja administração é reprovada por apenas 8% da população pela mesma pesquisa. E cujo candidato, Wanderlei, reduziu sua rejeição eleitoral de 12% para 6% em um mês.
Os 45% dados ao governador representam 48,9% dos votos válidos da mesma pesquisa que encontro 8% de brancos e nulos. E ainda tem os 13% que declararam indecisos ou não responderam. Ou seja, muito próximo da maioria absoluta dos votos válidos, a menos de dois pontos percentuais do primeiro turno
E bem distante dos 17% de Ronaldo Dimas, 8% de Irajá e 6% de Paulo Mourão. Todos os adversários de Wanderlei somam 36% de intenções, que equivalem a 39,1% dos votos válidos. Irajá tem a maior rejeição (24% não votariam nele de jeito nenhum).
Os adversários de Wanderlei tem a seu favor outras pesquisas do Ibope (que antecedeu o IPEC que é formado pelos mesmos diretores e técnicos do Ibope) que tem histórico de erros escandalosos em eleições no Tocantins. Não subtraindo também os seus acertos.


