Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Vou pra dentro. Meu artigo desta quarta no Jornal do Tocantins

28/04/2021 425 visualizações

Não será surpresa se o número de inscritos no cartão emergencial da Prefeitura de Palmas alcançar nesta quarta algo próximo de 15 mil interessados. O estimado é a quantidade que o poder público projeta beneficiar. Só que ainda restam dez dias de inscrição o que sugere, numa média simples do primeiro dia, uma demanda de 50 mil pessoas.

O indicativo contraria (no que realça) pesquisas que indicam-na, Palmas, como a 28ª melhor cidade do país para se viver. Ou portadora do título de 7ª cidade mais rica da região Norte do país, com um PIB de R$ 9,4 bilhões que, divididos pela população, expõe um PIB per capita de R$ 32 mil.

Os 15 mil que serão beneficiados com uma bolsa mensal de R$ 200,00 por três meses podem ser considerados uns premiados. Ainda que estes duzentinhos sequer cubram o valor da cesta básica na cidade que, no início de abril, custava R$ 241,00 conforme o Procon.

Aquele pibão de R$ 32 mil por cabeça termina, assim, sendo apenas conversa mole pra boi dormir. Ou manter no molho os poucos ricos na cidade. Sejam servidores públicos muitíssimo bem remunerados ou empresários de vida fácil com recurso público.

Pelo IBGE, a Capital tem 30% de sua população com uma renda nominal per capita mensal abaixo de meio salário mínimo. Não tem nada a ver com o pibão.

Se adicionarmos os 15 mil novos felizardos do cartão municipal aos 11 mil beneficiários do Bolsa Família e aos 89 mil que sacaram auxílio emergencial do governo federal no ano passado em Palmas, chega-se que a 7ª cidade mais rica do Norte do país registra 38% de sua população dependente de ajuda financeira do poder público.

 

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