Os deputados Filipe Martins (PL), Eli Borges (PL) e Vicentinho Jr (PP) estão na lista de 133 deputados que assinaram o pedido de impeachment do presidente Lula. Motivo: as declarações sobre Israel. A lista de assinaturas foi divulgada pelo Congresso em Foco.
Imagina, o Capitão dos três fez o que fez para as mais de 700 mil mortes da Covid-19, repartiu as verbas da Educação com pastores, ficou com jóias doadas ao Estado brasileiro.
Um presidente que construiu um golpe, levou sua seita a depedrar os prédios do Congresso, do governo e do STF, elaborou uma minuta de golpe, reuniu ministros para distribuir tarefas golpistas, jogou o país num caos, inflação e juros altos que quase o quebraram, deixando um rombo de mais de R$ 230 bilhões nos cofres públicos e não teve a mesma resistência patriótica dos "heróis da resistência".
A lista do Congresso em Foco é excepcionalmente reveladora. O deputado Vicentinho Jr, por exemplo, é anotado pelo mesmo Congresso em Foco com a segunda maior taxa de governismo entre deputados da lista: 86% de governismo.
Só perde para o deputado Darci Matos (PSD/SC) com 93%. Ou seja: Vicentinho quer afastar Lula mas vota a favor de praticamente todos os projetos do governo.
Do ponto de vista de supostos benefícios da representação aos eleitores, a régua do parlamentar vai mais além.
O deputado que publicou com orgulho juvenil nas redes sua participação na manifestação da Paulista (em favor de um ex-presidente acusado de tantas peripécias) no último domingo conseguiu empenhar em 2023 (no governo que quer retirar) o montante de R$ 32,1 milhões (R$ 16,4 milhões pagos).
O dobro dos R$ 16,4 milhões empenhados no último ano do governo de Jair Bolsonaro (que quer de volta) que fechou o mandato com 158 pedidos de impeachment engavetados pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, do partido de Vicentinho.
Já o deputado Eli Borges (PL) – líder da bancada evangélica na Câmara – teve no primeiro ano do governo Lula empenhados R$ 31,4 milhões de suas emendas e pagos R$ 22,7 milhões. Já em 2022, com Bolsonaro, o parlamentar empenhou R$ 11,4 milhões. Mesmo valor pago. Os dados são desta quarta da Controladoria Geral da União.
O deputado Filipe Martis (também do PL) não tem emendas registradas na CGU em 2022 e 2023. Muito embora emendas individuais sejam obrigatórias.
Os ministérios políticos e líderes do governo Lula já cuidaram de informar que os parlamentares que fizeram o pedido, não terão suas emendas liberadas com tanta facilidade este ano.
É ver até onde segue, não só o venha nós vosso reino nada. Mas a coerência de suas excelências, financiada com recursos públicos de todos os cidadãos. Bolsonaristas ou lulistas.


