Sábado, 15 de Ago de 2026

Vicentinho anda empatando tecnicamente com Dorinha com menos prefeitos e partidos no que sugere serem as suas intenções de votos mais vontade do próprio eleitor que dependente de líderes partidários e do governo

15/08/2026 212 visualizações

Há profissionais de marketing eleitoral que avaliam não serem as pesquisas elemento determinante na campanha deste ano.

Os números dos institutos sérios teriam sido contaminados pelo avanço dos mercenários de pesquisas. Os comerciantes de números são um fato, sua influência nas urnas, nem tanto.

No Estado, existem três pesquisas em curso para governador/senador nestes dias para serem divulgadas até o dia 20 de agosto:  Nexus (19), Lucro Ativo (19) e Veritas (20).

Mas observando as pesquisas registradas e não derrubadas pela Justiça Eleitoral, elas apontam uma direção: a candidata do governo, Dorinha Seabra, tem problemas sim.

Muito explícito na corrida, agora, atrás de prefeitos e vereadores. E na exposição do governador que, quando não está defendendo seu governo nas redes, está balançando na rede no seu Catoá "onde as matas são mais verdes e o céu é cor de anil".

Defesa que, um ano após estar em campanha, a Senadora decidiu abraçar agora, discursando que vai dar continuidade ao governo Wanderlei, como o fez esta semana.

Uma arapuca que ela própria armou. Os eleitores que tem problemas na saúde, por exemplo, podem não ver pudores no continuísmo a que Dorinha, com razão, até agora era refratária.

No que diz respeito aos números de pesquisas, tomemos o Paraná, um dos poucos não derrubados, de junho e julho (agosto ainda não tem).

E cuja origem é o próprio PL, da chapa de Dorinha. O instituto é dado como de propriedade do presidente do PL nacional, Valdemar Costa Neto, que seria um dos sócios.

Ou seja, não seria um Instituto ligado ao PL que iria derrubar números de Dorinha, certo?

Na estimulada Dorinha teria caído 1,3 pontos percentuais (-3,6%) entre junho/julho (35,9%/34,6%). Vicentinho teria crescido 0,2 pontos percentuais (+0,6%). Na espontânea, enquanto Dorinha aumentou 9,5%, Vicentinho cresceu 15,44%.

Na rejeição, Dorinha caiu 2,5% (0,8 pontos percentuais/31%/30,2%). E Vicentinho teria caído 11,1% na sua rejeição (2,2 pontos percentuais/19,17%/17,5%).

Como o governo/Dorinha diz ter mais de 100 prefeitos (cerca de 72% dos prefeitos) e oito partidos, haveria algo de maior potência nesta campanha eleitoral.

E ela não seria originária da força do chefe do Executivo municipal ou de partidos. Já que PSDB e MDB (de Vicentinho) não tem 10% das prefeituras e apenas 25% de legendas que acompanham a coligação governista.

A ver os próximos indicadores para as eleições que ocorrem daqui a 50 dias. Ou, sete semanas.

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