Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Vereadores: entre o bom senso, a lógica e o abismo

luizarmandocosta 02/08/2020 469 visualizações

Os vereadores da Capital iniciam a semana numa encruzilhada: ou mandam pra frente o projeto que cria mais duas vagas na Câmara metropolitana e se arriscam a mais um desgaste político ou o engavetam, certificando o casuísmo com que movimentam em relação ao Executivo municipal.

Ambas as escolhas levam à avaliação, a priori, de que a prefeita Cínthia Ribeiro encarnaria a figura do bem na luta contra o mal que seria o uso de recursos públicos de forma inadequada, cuja imagem estaria projetada de forma indelével na criação de mais cargos comissionados (vetado nesta semana) e na elevação da quantidade de parlamentares.

A opção dos parlamentares pelos dois projetos como forma de enfrentamento tanto do Executivo como do Judiciário é bem exemplo do muito que fazem no dia-a-dia e da forma inadequada (tanto legal quanto política) pretextando o uso de competências constitucionais e demandas legislativas. Há exceções, claro, que existem como para realçar a regra.

Não é certamente demonstrarivo de bom senso e preocupações comunitárias diante de uma tragédia da crise de saúde, onde se contam na cidade cinco milhares de contaminados e a caminho de quatro dezenas de mortos numa que Capital que carece de um hospital municipal.

Mais não bastasse, com o Executivo e o Legislativo despachando de pesados alugueres,, suas excelências objetivarem projetos eminentemente corporativos. Decisões políticas a que poder-se-ia imputá-las mais duas outras qualificadoras: contrárias à legislação eleitoral e à lei de responsabilidade fiscal. E sem a devida informação da origem dos recursos para subsidiá-las, impondo ao contribuinte mais despesas sobre as quais não fora consultado a opinar.

Da decisão dos vereadores desta semana (de mandar para a gaveta ou não a emenda à Lei Orgânica criando novos cargos e da apreciação/derrubada/manutenção do veto da prefeita) dependerá o grau de responsabilidade que passarão os parlamentares à população.

E,com ele, muito de suas possibilidades eleitorais que, ousando aumentá-las, terminaram, pelos meios e forma empregadas, reduzindo-as ou assumindo o risco de serem flagrados em ilegalidades e casuismo de que se prescindiria maiores conhecimentos para percebê-las.

Se observasse o bom senso, algum conhecimento filosófico e a lógica, os parlamentares descobririam que voltar atrás nem sempre é retrocesso e que a crítica negativa certifica o realce das decisões positivas.

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