Os vereadores encerraram os trabalhos na CPI do Previpalmas e terminaram, politicamente, dando um atestado de bons antecedentes ao ex-prefeito Carlos Amastha. E não poderia ser diferente: ainda que todos soubessem a ascendência do ex-prefeito no Previpalmas (chegou a alterar a legislação para fazê-lo), não há nada assinado por Amastha. É a mesma situação de Eduardo Siqueira no Igeprev.
Sobrou, evidentemente, para servidores que não tinham autonomia mas que sujeitaram-se a seguir ordens por medo de perder empregos ou simples vaidade de agradar chefes. Os documentos anexados ao processo que tramita no Ministério Público abundam evidências das ordens de comando. Comparado ao resultado da CPI, um canhão contra uma bombinha.
Poder-se-ia, observando a motivação parlamentar na CPI, que a montanha pariu um rato. Insinuou durante meses participação de Carlos Amastha nas aplicações de R$ 50 milhões (comprovadamente ilegais) para, no final, ver apenas participação solidária do ex-prefeito.
De outro modo: Amastha não teria comandado o esquema. Apenas sido solidário à irregularidade que, deduz-se, tenha se dado por omissão em algum momento da tramóia. Amasha, agora, teria bons motivos para ingressar na Justiça por reparação de danos por declarações de vereadores de que comandara um esquema no Previpalmas.


