Os vereadores da Capital tem cobrado atenção da prefeita Cinthia Ribeiro. A um ano das eleições em que os parlamentares tentarão renovar mandados, é natural a preocupação se poderão contar com o apoio político da Chefe do Executivo.
Em conversas reservadas com o blog esta semana, alguns elogiam o trabalho da prefeita mas se ressentem de maior proximidade com Cínthia, expondo que muitos reclamam que a prefeita não os procura, situações que se resolveriam com um telefonema, “um cafezinho, essas coisas simples”.
Para os parlamentares, faria falta alguem que desempenhasse as funções de interlocução polícita entre o Executivo e o Legislativo como o fazia o ex-secretário Rogério Ramos, que funcionava como um amortecedor entre os movimentos dos dois poderes.
Candidatos a vereador são vaqueiros de votos. Cínthia não pode ser candidata à reeleição. O vice, André Gomes, entretanto, tem requisitos para disputar o cargo de prefeito, desde que não assuma a prefeitura nos seis meses que antecedem a eleição.
Contexto que leva os vereadores a projetar pelo menos duas situações: ou procuram desde já um lugar ao sol ou ficam a esperar uma decisão política de Cínthia. E aí não é difícil prever o resultado até por questão de sobrevivência política.
Cinthia segue, publicamente, o scritp: uma definição de apoio publico a esta altura do calendário seria soma negativa. Mas a prudência não impediria a prefeita de sinalizar direções e formar o seu grupo político.
Em favor de seu próprio projeto e do marido, deputado Eduardo Mantoan. Dado que, encerrado o mandato, haverá um lapso de dois anos entre uma eleição e a outra.
Período em que, se quiser continuar carreira política, Cínthia terá que possuir ativos e aliados para não só manter-se viva politicamente, mas angariar mais apoios a uma eventual candidatura na sucessão estadual.


