A prefeita Cínthia Ribeiro retorna a Palmas na próxima sexta. Está na Espanha. O período não exigiu afastamento do cargo para exercício do presidente da Câmara.
Os vereadores, aliás, teriam poucas razões ou razão nenhuma para opor-se à Chefe do Executivo, ainda que governos necessitem de oposição para fiscalizá-los em seus atos.
Cínthia tem entregado aos vereadores (como vai no relatório do segundo quadrimestre de 2019) - seus fiscalizadores - uma administração enxuta.
A Prefeitura gasta apenas 47,68% das receitas correntes líquidas com salários de servidores. O máximo permitido é 54%, o prudencial 51% e o limite de alerta 48%.
Da dívida da prefeitura, R$ 36 milhões são com parcelamentos de contribuições previdenciárias e R$ 4,6 milhões de tributos. Muito pouco.
A dívida consolidada é de apenas 14,83% das receitas e a relação DCL/RCL e de 1,65 negativos quando a lei exige para municípios apenas ser menor que 1.2.
Para se ter uma idéia disso, no governo estadual (segundo quadrimestre de 2019) essa relação é de 52,31 quando deveria ser menor que 2.0.
Daí o ex-prefeito Carlos Amastha pisar em ovos para atacá-la mais frontalmente em favor do seu projeto político. E os articuladores do Palácio tratá-la com urbanidade mesmo tendo o vice-governador como potencial candidato à sucessão da prefeita.
Ainda que tenha elaborado estes números na sua administração, Cínthia recebe dos vereadores, não raro, reclamações. Mas de outra natureza: falta de articulação e diálogo.
A prefeita, é provável, obtenha na Câmara o apoio de 12 dos 19 vereadores. O problema é que para a população a "tal falta de diálogo" pode estar sendo producente. Pelo menos considerando os números pregados nos balancetes da Prefeitura sob a administração de Cínthia.


